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EUA/Eleições: Trump usou manobras "legalmente duvidosas" para fugir a impostos
Mundo 2 min. 01.11.2016 Do nosso arquivo online

EUA/Eleições: Trump usou manobras "legalmente duvidosas" para fugir a impostos

EUA/Eleições: Trump usou manobras "legalmente duvidosas" para fugir a impostos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 01.11.2016 Do nosso arquivo online

EUA/Eleições: Trump usou manobras "legalmente duvidosas" para fugir a impostos

Donald Trump usou manobras “legalmente duvidosas” para fugir aos impostos e não declarar milhões de dólares em rendimentos, escreve o The New York Times.

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, usou manobras “legalmente duvidosas” para fugir aos impostos e não declarar milhões de dólares em rendimentos, escreve hoje o diário The New York Times.

Novos documentos obtidos pelo jornal indicam que, no início da década de 1990, enquanto tentava evitar a ruína financeira, Trump não declarou centenas de milhões de dólares em rendimentos tributáveis usando uma manobra de fuga aos impostos que levou os seus advogados a advertiram-no de que poderia ter problemas se fosse auditado pelo Serviço de Impostos Interno (IRS, em inglês), a agência responsável pela arrecadação de receita fiscal nos Estados Unidos.

Graças a essa manobra, que foi mais tarde proibida pelo Congresso, Trump conseguiu não pagar potencialmente dezenas de milhões de dólares em impostos federais.

Segundo o The New York Times, é impossível ter a certeza relativamente ao valor porque Trump recusa divulgar as suas declarações de impostos, ou mesmo uma síntese dos rendimentos, rompendo uma prática seguida todos os candidato à Presidência dos Estados Unidos, republicanos ou democratas, há mais de quatro décadas.

Especialistas em impostos consultados pelo jornal nova-iorquino questionaram a legalidade da manobra de Donald Trump, considerando que a lacuna que existia na lei não foi apenas explorada, mas “levada mais além”.

Além disso, os especialistas indicaram que a manobra ‘pisou’ um princípio fundamental da política fiscal norte-americana ao atribuir benefícios fiscais ao candidato por ter perdido dinheiro de outras pessoas – de investidores e de bancos que confiaram na construção de um império de jogo em Atlantic City.

Trump financiou os seus três casinos de Atlantic City com 1,3 mil milhões de dívida, a maioria sob a forma de títulos com elevadas taxas de juro.

Em 1992, todos os três casinos entraram em falência e os detentores de títulos acabaram por perdoar centenas de milhões de dólares em dívida para resgatar pelo menos uma parte do seu investimento.

Aos olhos do IRS, dívida perdoada é igual a rendimento tributável. Mas a manobra de Trump evitou que declarasse qualquer perdão da dívida.

Os novos documentos obtidos pelo NYT, que incluem correspondência entre Trump e os seus advogados, também ajudam a explicar como o magnata reportou prejuízos de 916 milhões de dólares na sua declaração fiscal de 1995, da qual o jornal revelou excertos no mês passado.

As leis fiscais dos Estados Unidos permitiram a Trump usar essas perdas de 916 milhões para cancelar um valor equivalente de rendimento tributável. Mas especialistas têm questionado como é que Trump pode ter declarado legalmente uma dedução de tamanha magnitude.

No mês passado, durante o segundo debate com a sua rival democrata nas eleições de 08 de novembro, Hillary Clinton, Donald Trump reconheceu ter evitado pagar impostos, como referia o artigo publicado pelo NYT.

“Claro que o faço”, respondeu Trump, quando questionado sobre se evitou pagar impostos federais de forma legal após declarar perdas milionárias.

O magnata disse que paga “muitos impostos” estaduais e reiterou que “certamente utilizou” benefícios fiscais para evitar algumas contribuições.

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