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EUA/Eleições: Protestos contra eleição de Trump pelo segundo dia consecutivo

EUA/Eleições: Protestos contra eleição de Trump pelo segundo dia consecutivo

Foto: AFP
Mundo 2 min. 11.11.2016

EUA/Eleições: Protestos contra eleição de Trump pelo segundo dia consecutivo

Os protestos contra a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos prolongaram-se na noite de quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo, com milhares de pessoas a manifestarem-se em cidades de estados democratas e republicanos.

Os protestos contra a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos prolongaram-se na noite de quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo, com milhares de pessoas a manifestarem-se em cidades de estados democratas e republicanos.

Em São Francisco, estudantes do ensino secundário avançaram pelo centro da cidade, gritando "Not My President” (“Não é o meu Presidente”) e com cartazes a exigir o afastamento de Trump. Agitaram ta,bém bandeiras arco-íris (símbolo da comunidade LGBT, Lésbicas, 'gays', bissexuais e transgénero) e bandeiras mexicanas.

“Como pessoa ‘queer’ branca, precisamos de unidade com as pessoas de cor, precisamos de nos levantar”, disse Claire Bye, de 15 anos. “Estou a lutar pelos meus direitos como pessoa LGBTQ. Estou a lutar pelos direitos dos ‘castanhos’, dos negros, dos muçulmanos”, sublinhou.

Na cidade de Nova Iorque cerca de 100 pessoas juntaram-se em Union Square, em Manhattan, para protestar contra a presidência de Trump, acompanhados também de cartazes com 'slogans' como “Divided States of America" (“Estados Divididos da América”), "Let the New Generation Speak" (“Deixem a Nova geração Falar”) e "Not My President".

Numa estação de metro, os nova-iorquinos expressaram os seus pensamentos nas paredes usando ‘post-its’ com as frases “Time to Fight Back" (“É tempo de ripostar”), "Keep the Faith! Our work is just beginning!" (“Mantém a fé! O nosso trabalho está apenas a começar!”).

Na quinta-feira à noite, centenas de pessoas marcharam também nos estados de Michigan, Kentucky, Pensilvânia e Maryland.

Um grupo, onde estavam também pais com crianças em carrinhos, juntou-se perto da câmara municipal de Filadélfia com cartazes onde se lia “Not Our President," ''Trans Against Trump" (“Transexuais contra Trump”) e "Make America Safe For All" (“Façam a América Segura para Todos”).

Em Los Angeles, o presidente da câmara Eric Garcetti, democrata, condenou o que descreveu como “um grupo muito, muito pequeno de pessoas” que danificou propriedade ou bloqueou o trânsito durante os protestos na quarta-feira à noite.

Ainda assim, Garcetti disse sentir-se orgulhoso dos milhares de pessoas que protestaram de forma pacífica.

“Na verdade achei que foi uma forma bonita de expressão da democracia. Foi maravilhoso ver a nova geração do nosso país a envolver-se”, afirmou.

Em Dallas, cerca de 300 pessoas juntaram-se em Dealey Plaza para contestar o resultado das eleições desta semana. Tal como na noite de quarta-feira, o protesto de quinta-feira foi pacífico, sem conflitos ou detenções. Terminou com uma marcha no centro de Dallas em que os manifestantes seguravam cartazes com as frases “Love Trumps Hate” e “Spirit Unbreakable."

Entretanto, Donald Trump voltou à rede social Twitter, que utilizou frequentemente durante a campanha, para se dirigir aos manifestantes: “Acabei de ter uma eleição presidencial muito aberta e bem-sucedida. Agora os manifestantes profissionais, incitados pelos ‘media’, estão a protestar. Muito injusto!”.

Minutos antes, o Presidente eleito nas eleições de terça-feira havia deixado uma mensagem mais positiva, a propósito do encontro com o Presidente em funções, Barack Obama: “Um dia fantástico em D.C [Washington]. Encontrei-me com o Presidente Obama pela primeira vez. Muito boa reunião, ótima química. A Melania gostou muito da Mrs. O [Michelle Obama]!”.


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