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EUA: Donald Trump promete devolver o poder às pessoas
Mundo 3 min. 20.01.2017 Do nosso arquivo online

EUA: Donald Trump promete devolver o poder às pessoas

Donald Trump durante o juramento como Presidente dos Estados Unidos

EUA: Donald Trump promete devolver o poder às pessoas

Donald Trump durante o juramento como Presidente dos Estados Unidos
Foto: AFP
Mundo 3 min. 20.01.2017 Do nosso arquivo online

EUA: Donald Trump promete devolver o poder às pessoas

O povo foi o destinatário das primeiras palavras de Donald Trump na cerimónia de juramento como 45.º Presidente dos Estados Unidos, durante a qual prometeu devolver o poder às pessoas.

(DP) 17h59 (hora do Luxemburgo) Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos, fazendo o juramento com duas bíblias, uma delas da sua infância.

O povo foi o destinatário das primeiras palavras de Donald Trump na cerimónia de juramento como 45.º Presidente dos Estados Unidos, durante a qual prometeu devolver o poder às pessoas.

“Hoje, não estamos só a transferir poderes”, frisou. “Estamos a retirar o poder de Washington para o devolver ao povo”, acrescentou, reconhecendo que, “durante demasiado tempo” o poder esteve nas mãos de “um pequeno grupo” na capital federal.

“Não importa que partido controla o governo, mas se o governo é controlado pelo povo”, insistiu. Prometendo que vai liderar um “esforço nacional para reconstruir o país e recuperar a esperança para o povo”, Donald Trump agradeceu a Barack e Michelle Obama pelo apoio na “transição pacífica”.

Trump prestou juramento como 45.º Presidente dos Estados Unidos, usando duas Bíblias – uma oferecida pela sua mãe e a que Abraham Lincoln usou na sua posse, há 150 anos – e sob o olhar atento de uma multidão, dividida entre o fervor dos apoiantes e as críticas dos opositores.

O multimilionário de 70 anos tomou hoje posse, numa cerimónia pública junto ao Capitólio, em Washington, tornando-se no homem mais velho a assumir a Presidência dos Estados Unidos.

No primeiro discurso como Presidente, Donald Trump prometeu ainda erradicar o Islão radical da face da terra. "A nossa lealdade para com o nosso próprio país irá permitir-nos redescobrir a nossa lealdade para com os outros. Quando a América se une é imparável. Não tenham receio, somos protegidos e seremos sempre protegidos pelos muitos homens e mulheres das nossas forças armadas e, sobretudo, seremos protegidos por Deus", afirmou Donald Trump.

O novo presidente promete uma nova postura nacional e internacional. "Durante décadas ficámos sem indústria, pagámos pelas forças armadas de outros países, gastámos fortunas lá fora enquanto os norte-americanos sofriam. Gastámos milhões de dólares no estrangeiro enquanto o nosso país se desintegrou ao longo dos anos. Tornámos os outros países ricos", disse Trump.

"A partir de hoje vai ser uma nova visão a governar o nosso país. A partir daqui será sempre a América primeiro. Todas as decisões sobre comércio, impostos, imigração, negócios estrangeiros serão tomadas para beneficiar as famílias americanas", afirmou.

Fortes medidas de segurança

Fontes oficiais estimam que entre 800 mil e 900 mil pessoas estejam em Washington para assistir à cerimónia e aos festejos associados ou participar nas várias ações de protesto previstas.

A cerimónia colocou a capital federal sob apertadas medidas de segurança, com 28 mil elementos, e condicionamentos à circulação de pessoas, carros e transportes públicos.

Marcaram presença na cerimónia vários ex-Presidentes e respetivas primeiras-damas.

Donald Trump tomou hoje posse como 45.º Presidente dos Estados Unidos, após ter prestado juramento às 12:00 locais (18:00 no Luxemburgo), sucedendo no cargo a Barack Obama.

Trump prestou juramento sob duas Bíblias - a sua, oferecida pela sua mãe, e a que o ex-Presidente Abraham Lincoln usou na sua posse, há 150 anos – seguradas pela sua mulher, Melania, e rodeado pelos seus cinco filhos.

Minutos antes, às 11:55 locais (17:55 em Lisboa), Mike Pence prestou juramento como vice-presidente dos Estados Unidos. O juramento de Pence foi conduzido pelo juiz do Supremo Tribunal Clarence Thomas.

Contacto/Lusa

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