Escolha as suas informações

EUA. Democratas dão 24 horas a Mike Pence para depor Donald Trump
Mundo 3 min. 11.01.2021

EUA. Democratas dão 24 horas a Mike Pence para depor Donald Trump

EUA. Democratas dão 24 horas a Mike Pence para depor Donald Trump

Foto: AFP
Mundo 3 min. 11.01.2021

EUA. Democratas dão 24 horas a Mike Pence para depor Donald Trump

O ultimato vai ser apresentado oficialmente esta segunda-feira e se não houver uma resposta positiva do atual vice-presidente dos Estados Unidos os congressistas vão abrir um novo processo de impeachment.

A nove dias da tomada de posse de Joe Biden, o Pentágono está alerta para possíveis ataques de extrema-direita contra o democrata. O secretário do Exército, Ryan McCarthy, expressou ao congressista democrata Jason Crow que há 25 investigações abertas neste momento. McCarthy, numa conversa telefónica divulgada por Crow, membro do Comité de Serviços Armados da Câmara de Representantes, revelou que nas proximidades do Capitólio terão sido encontradas armas de fogo, cocktails molotov, artefatos explosivos e algemas de plástico durante a operação contra a invasão do edifício. O congressista denunciou, de acordo com o El País, que "membros do Exército no ativo e na reserva estiveram implicados na insurreição".

A possibilidade de um segundo ataque, hipótese equacionada nas redes sociais por centenas de apoiantes de Trump, foi também uma das razões que levou o Twitter a encerrar definitivamente a conta do ainda Presidente dos Estados Unidos. Entretanto, os democratas decidiram que avançam com o processo de destituição de Donald Trump se o vice-presidente, Mike Pence, não concordar em depor o Presidente depois da invasão do Congresso.

Apesar de a tomada de posse estar agendada já para dia 20 deste mês, a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, anunciou no domingo que uma resolução neste sentido vai ser apresentada esta segunda-feira dando um prazo de 24 horas para que Pence responda. "A fim de proteger a nossa Constituição e a nossa democracia, vamos agir com urgência, uma vez que este Presidente representa um risco iminente para ambos", escreveu Pelosi aos congressistas do seu partido.

Esta seria a primeira vez na história que o mesmo presidente sofreria um segundo impeachment, um procedimento extraordinário previsto na Constituição para tentar afastar um presidente do cargo em caso de traição, suborno ou conduta grave. 

Pelosi explica na carta que o Presidente cessante continua a constituir um perigo e que não pode permanecer na Casa Branca até 20 de janeiro. "O horror do contínuo ataque deste presidente à nossa democracia intensificou-se, assim como a necessidade de acção", afirmou. A resolução insta Pence a declarar Trump inapto para continuar em funções. A ser aprovada a destituição, Mike Pence assumiria a presidência dos Estados Unidos durante os próximos dias. 


EUA. Vive-se um “período perigoso” de Trump até posse de Joe Biden
Donald Trump "ainda tem controlo sobre os códigos nucleares e sobre o poder dos Estados Unidos até ao dia 20", alerta analista político.

Biden expressou pouco entusiasmo com a hipótese de uma destituição que pode ainda fraturar mais o país. "Esta é uma decisão que deve ser tomada pelo Congresso, mas devem estar prontos para começar a trabalhar a toda a velocidade porque quando Kamala e eu tomarmos posse, vamos introduzir imediatamente legislação para lidar com o vírus, com a economia e com o crescimento", afirmou na sexta-feira quando compareceu perante a imprensa para apresentar novos membros do seu Gabinete. 

A violenta invasão do Capitólio por uma multidão de apoiantes de Trump na quarta-feira para boicotar a confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais colocou a situação num ponto sem retorno. O Presidente que durante meses a produziu teorias da conspiração sobre alegadas irregularidades eleitorais, encorajou os seus milhares de apoiantes a protestar diante do Congresso e a retomar o seu país sem fraquezas. No meio da violenta agressão, que custou a vida a cinco pessoas, reiterou a sua tese de fraude eleitoral e chegou mesmo a dizer aos manifestantes "Amo-vos, vocês são pessoas muito especiais".

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas