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EUA deixam Afeganistão nas mãos dos talibãs 20 anos depois de os derrubarem
Mundo 2 min. 31.08.2021
Afeganistão

EUA deixam Afeganistão nas mãos dos talibãs 20 anos depois de os derrubarem

Um soldado talibã senta-se dentro do cockpit de um avião da Força Aérea Afegã no aeroporto de Cabul a 31 de agosto de 2021, depois de os EUA terem retirado todas as suas tropas do país
Afeganistão

EUA deixam Afeganistão nas mãos dos talibãs 20 anos depois de os derrubarem

Um soldado talibã senta-se dentro do cockpit de um avião da Força Aérea Afegã no aeroporto de Cabul a 31 de agosto de 2021, depois de os EUA terem retirado todas as suas tropas do país
foto: AFP
Mundo 2 min. 31.08.2021
Afeganistão

EUA deixam Afeganistão nas mãos dos talibãs 20 anos depois de os derrubarem

Lusa
Lusa
A retirada das forças internacionais foi negociada com os talibãs, em fevereiro de 2020, e ocorre 15 dias depois de o movimento rebelde ter conquistado Cabul, depondo o Presidente Ashraf Ghani.

Os Estados Unidos terminaram esta segunda-feira a sua guerra mais longa com a retirada militar do Afeganistão, país que invadiram há 20 anos, logo após terem sofrido os ataques terroristas de 11 de Setembro.

Os EUA deixam o Afeganistão de novo nas mãos dos talibãs, cujo primeiro regime (1996-2001) tinham derrubado em dezembro de 2001, quando o grupo extremista se recusou a entregar o então líder da Al-Qaida, Osama bin Laden.

A Al-Qaida reivindicou os ataques de 11 de setembro de 2001, que provocaram quase 3.000 mortos em Nova Iorque, Washington e Pensilvânia.

A vitória dos talibãs desencadeou uma operação das forças internacionais que permitiu retirar do país mais de 100.000 estrangeiros e afegãos a partir do aeroporto de Cabul.


Estado Islâmico reivindica lançamento de seis 'rockets' em Cabul
O ramo afegão do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) reivindicou hoje o lançamento de seis 'rockets' que tinham como alvo o aeroporto de Cabul, onde prosseguem as operações de retirada de civis do Afeganistão.

Com a capital afegã controlada pelos talibãs, a operação foi marcada pelo desespero de milhares de afegãos a querer fugir do país e por ataques do grupo extremista Estado Islâmico, incluindo um atentado bombista que matou cerca de 200 pessoas.

A intervenção dos EUA e dos seus aliados no Afeganistão começou em 07 de outubro de 2001, e contou com o apoio no terreno de forças afegãs que combatiam o regime extremista.

Apesar do derrube do governo dos talibãs, os seus combatentes e elementos da Al-Qaida continuaram a enfrentar as forças afegãs e internacionais, sobretudo no sul do país.

Osama bin Laden, que tinha motivado a invasão, conseguiu escapar ao cerco de forças afegãs em dezembro de 2001, e refugiou-se no vizinho Paquistão.

O líder da Al-Qaida viria a ser morto no Paquistão quase 10 anos depois, em 01 maio de 2011, por militares norte-americanos.

A presença estrangeira no Afeganistão chegou a envolver um pico de 115.000 tropas de uma coligação de 38 países da NATO (sigla do nome inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Portugal participou com 4.500 militares desde 2002 até maio deste ano, e registou duas baixas.

Segundo dados da ONU citados pela agência France-Presse, mais de 38.000 civis foram mortos no Afeganistão desde 2009, quando a missão das Nações Unidas começou a registar as baixas, até 2020.

Globalmente, segundo dados citados pela Associated Press, a guerra no Afeganistão terá causado mais de 170.000 mortos, incluindo 47.000 civis afegãos, 66.000 membros das forças de segurança afegãs, e 51.000 combatentes dos talibãs e de outros grupos.

As forças internacionais registaram mais de 3.500 mortos, das quais mais de 2.300 norte-americanos.

Os 20 anos de guerra provocaram também mais de 2,7 milhões de refugiados e mais de 3,4 milhões de deslocados internos, segundo a ONU, num país com 37 milhões de habitantes.

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A reunião foi convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, na sequência do ataque perpetrado pelo ramo afegão do grupo ‘jihiadista’ Estado Islâmico na passada quinta-feira em Cabul, que provocou mais de 150 mortos e centenas de feridos.