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EUA confirmam que treinaram sete dos implicados no assassinato do Presidente do Haiti
Mundo 23.07.2021
Haiti

EUA confirmam que treinaram sete dos implicados no assassinato do Presidente do Haiti

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EUA confirmam que treinaram sete dos implicados no assassinato do Presidente do Haiti

AFP
Mundo 23.07.2021
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EUA confirmam que treinaram sete dos implicados no assassinato do Presidente do Haiti

O porta-voz do Departamento de Defesa negou, contudo, que esse facto tenha encorajado de alguma forma o ataque.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, John Kirby, confirmou na quinta-feira em conferência de imprensa que pelo menos sete dos colombianos implicados no assassinato do Presidente haitiano Jovenel Moïse tinham recebido formação militar nos Estados Unidos. Contudo, negou que esse facto tenha "encorajado" de alguma forma o ataque ou que a Casa Branca esteja envolvida no atentado.

"Até agora, identificámos sete indivíduos que eram antigos membros do exército colombiano que receberam algum tipo de educação e formação [...] financiada e proporcionada pelos EUA", confirmou o porta-voz, sublinhando que tal formação é "muito comum" e não levou ao "que aconteceu no Haiti", nem o encorajou.

Enquanto Kirby se recusava a fornecer detalhes específicos sobre os sete mercenários contratados para assassinar o Presidente do Haiti, explicou que a formação incluía "desenvolvimento de liderança de cadetes, operações de combate às drogas, desenvolvimento profissional do suboficiais, formação de liderança de pequenas unidades, formação em direitos humanos, formação médica de emergência, alguma formação de manutenção de helicópteros, e esse tipo de coisas".

Por outro lado, sublinhou não ter conhecimento de qualquer plano do Pentágono de reconsiderar este programa de "formação de liderança ética muito valiosa", apesar dos recentes acontecimentos no Haiti.

Em meados de julho, o Pentágono confirmou, sem dar mais pormenores, que "um pequeno número de colombianos detidos" pelo assassinato no Haiti participou em "programas de formação militar dos EUA enquanto serviam como membros ativos das forças militares colombianas". 

A 7 de julho, o Presidente haitiano Jovenel Moïse foi morto a tiro na sua residência perto de Port-au-Prince. Desde então, cerca de duas dúzias de suspeitos foram presos, a maioria dos quais antigos membros do exército colombiano, que agora trabalham para empresas de segurança privadas, algumas sediadas nos EUA, ligadas a um apoiante de Juan Guaidó e próximo do Presidente da Colômbia Iván Duque.

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