Escolha as suas informações

EUA. Biden e Kamala preparam a transição
Mundo 3 min. 09.11.2020 Do nosso arquivo online

EUA. Biden e Kamala preparam a transição

EUA. Biden e Kamala preparam a transição

Foto: AFP
Mundo 3 min. 09.11.2020 Do nosso arquivo online

EUA. Biden e Kamala preparam a transição

A equipa do Presidente eleito já trabalha nas prioridades dos próximos anos: controlar a pandemia, aliviar as restrições a imigrantes e refazer laços internacionais.

Depois da longa espera por resultados que confirmassem a vitória definitiva, os futuros Presidente e Vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e Kamala Harris, preparam agora a transição e o futuro. A braços com uma pandemia sem precedentes, os dois candidatos vitoriosos procuram agora lançar as bases para uma administração que tem o objetivo de inverter algumas das principais medidas tomadas por Donald Trump durante quatro anos.

Sob o nome Transition46, que corresponde ao número da presidência dos democratas, uma equipa de conselheiros e funcionários está a trabalhar a toda a velocidade para abordar as quatro prioridades do novo mandato: a crise pandémica, a recessão, as alterações climáticas e o racismo sistémico. O plano mais definido, que está relacionado com a luta contra o novo coronavírus e as suas consequências, estará pronto esta segunda-feira, de acordo com o El País.

Outro dos pontos centrais desta transição é reconstruir os laços internacionais destruídos por Trump. Os Estados Unidos abandonaram o Acordo de Paris sobre o clima e a Organização Mundial de Saúde em plena pandemia. Prevê-se uma revisão das políticas fiscais que beneficiaram a classe da população com mais rendimentos e algum alívio nas restrições à imigração. 

Desde logo, Biden e Kamala sabem que têm pela frente um importante obstáculo no Senado. É possível que esta câmara alta tenha maioria republicana e pode ser difícil implementar todas as mudanças que pretendem os democratas. Diz o El País que Biden está a considerar recorrer a ordens executivas contornar esta barreira.

Esta segunda-feira, vai ser anunciada a formação de um grupo de trabalho especial para a covid-19 composto por 12 peritos e co-presidido por três deles, de acordo com o meio digital Axios. Alguns fizeram parte da administração Obama e apresentaram o primeiro relatório a Biden e Kamala na semana passada. 

Os candidatos eleitos sabem que muitos dos votos que receberam se devem à catastrófica gestão da pandemia por parte de Donald Trump. Os casos de coronavírus no país multiplicaram-se nos últimos dias, com um máximo de 127.021 novas infeções em 24 horas na sexta-feira. No total, os Estados Unidos registam até ao momento 9.831.030 casos confirmados e 236.856 mortes, mais do que qualquer outro país do mundo, de acordo com o registo da Universidade Johns Hopkins. 

A política de imigração está também entre as preocupações da nova presidência, que pretende inverter a controversa restrição à entrada no país de nacionais de alguns países muçulmanos, bem como conceder novamente autorizações de residência a cerca de 1,8 milhões de filhos de imigrantes que chegaram ao país quando eram crianças e que cresceram ali.

Apesar de, geralmente, haver poucas diferenças entre a gestão da política externa por democratas ou republicanos, há perguntas que só serão respondidas ao longo do próximo mandato. Entre elas, a possibilidade de haver nova distensão nas relações entre os Estados Unidos e Cuba, se o acordo anti-nuclear assinado com o Irão durante o mandato de Obama e rasgado por Trump vai ser reposto, se os avanços alcançados pelo atual Presidente com a Coreia do Norte se mantêm e, naturalmente, se Biden vai melhorar as relações com a China. Também o barril de pólvora no Médio Oriente que se incendiou durante a presidência Obama vai ser um desafio para a nova administração.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Os Estados Unidos ultrapassaram hoje os dez milhões de contágios pelo novo coronavírus, contabilizando 19,7% do total de infetados em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o último balanço da Universidade de Johns Hopkins.