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EUA aplicam novas sanções à Rússia

EUA aplicam novas sanções à Rússia

Foto: Reuters
Mundo 2 min. 08.08.2018

EUA aplicam novas sanções à Rússia

Em causa está o caso da tentativa de assassínio do ex-espião, Sergei Skripal, e da sua filha Yulia no passado mês de março na cidade inglesa de Salisbury.

Os Estados Unidos vão aplicar novas sanções à Rússia, desta vez em função da tentativa de assassínio de que foram alvos, no passado mês de março, o ex-espião russo, Sergei Skripal, e a sua filha Yulia, na cidade inglesa de Salisbury. De acordo com a imprensa norte-americana, citando a porta-voz da Administração Trump, Heather Nauert, as sanções vão passar a ser efetivas a partir do próximo dia 22.

Nauert justificou a tomada de posição com o facto de "os Estados Unidos determinarem que o Governo da Federação Russa usou armas químicas ou biológicas, numa violação da lei internacional, ou utilizou armas químicas ou biológicas letais contra os seus próprios cidadãos". Um outro funcionário do Departamento de Estado revelou que as autoridades russas, assim como os aliados europeus dos Estados Unidos, foram já informados acerca da decisão sobre as sanções.

Skripal, um antigo espião russo que se tornou agente duplo e ficou a viver em Inglaterra, foi envenenado com Novichok, um poderoso agente neurotóxico, no passado dia 4 de março, tal como a sua filha que o visitava na altura, tendo ambos ficado em estado crítico. Yulia recuperou no final desse mês e deixou em abril o hospital onde estivera internada, enquanto o pai teve alta no mês de maio. 

O caso gerou críticas contundentes do Governo do Reino Unido às autoridades russas, tendo o ex-ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, afirmado que "era quase certo" que a Rússia fora responsável pela tentativa de assassínio do ex-espião e da filha, algo que as autoridades russas sempre negaram. Na sequência da troca de argumentos, Theresa May tomou uma decisão e pediu aos parceiros europeus que a acompanhassemo Reino Unido, vários países da União Europeia, da NATO e os Estados Unidos expulsaram inúmeros diplomatas russos, ripostando estes com medida semelhante exercida sobre 23 britânicos, o fecho da atividade do British Council na Rússia, 60 funcionários norte-americanos, o encerramento do consulado em Seattle e ainda a expulsão de diplomatas de vários países europeus. Portugal foi um dos países que não optaram pela via da expulsão de diplomatas, embora manifestasse solidariedade com o Governo de Theresa May.

Na altura, Sergei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, acusou o Reino Unido de tentar uma "confrontação internacional", além de considerar que os Estados Unidos exerciam "pressões e chantagem colossais".

     

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