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EUA ameaçam enviar 120 mil soldados para o Irão
Mundo 3 min. 15.05.2019

EUA ameaçam enviar 120 mil soldados para o Irão

EUA ameaçam enviar 120 mil soldados para o Irão

Foto: AFP
Mundo 3 min. 15.05.2019

EUA ameaçam enviar 120 mil soldados para o Irão

O Departamento de Estado ordenou na quarta-feira a saída de todo o pessoal diplomático não essencial da embaixada norte-americana em Bagdad e do consulado em Erbil, capital do Curdistão iraquiano.

 Num cenário de crescente tensão entre Washington e Teerão, o New York Times noticiou que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, apresentou no fim da semana passada, numa reunião com os principais funcionários do departamento de Segurança Nacional, um plano militar atualizado que prevê enviar até 120 mil soldados para o Médio Oriente se o Irão atacar as forças norte-americanas ou acelerar o desenvolvimento de armas nucleares. Alguns dos funcionários ouvidos pelo jornal mostraram-se surpreendidos com o tamanho da força prevista que se aproxima da que esteve envolvida na invasão do Iraque em 2003.


Espanha retira fragata por receio de guerra com Irão

Por sua vez, Espanha ordenou a retirada temporal da fragata Méndez Núñez, um F-104 com 215 militares a bordo, do grupo de combate encabeçado pelo porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln que transporta 85 aviões. A frota que havia atravessado o estreito de Bab el Mandeb, que une o Mar Vermelho com o Oceano Índico, e dirige-se agora para o Estreito de Ormuz para entrar no Golfo Pérsico, mas já sem o navio espanhol. O governo espanhol não quer ver-se arrastado de forma involuntária para um conflito com o Irão, revelou o El País. O mesmo meio noticiou que a decisão provocou mal-estar no corpo diplomático norte-americano em Madrid que protestou informalmente junto do Ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros por não ter sido informado da decisão. O ministro, Josep Borrell, explicou que a decisão tinha sido comunicada ao Pentágono através dos canais militares mas que não circulou pela via diplomática.


Músculo aéreo no Golfo

Entretanto, o Comando Central da Força Aérea dos Estados Unidos usou o twitter para publicar este domingo imagens da primeira operação com bombardeiros B-52 no Golfo Pérsico. 


As fotografias mostram os aparelhos em pleno voo depois de descolarem da base norte-americana de Al Udeid no Qatar. Num comunicado, o Departamento de Defesa anunciou que a operação visa “defender as forças e interesses norte-americanos na região” e que é uma resposta à conduta iraniana.

O Departamento de Estado ordenou hoje também a saída de todo o pessoal diplomático não essencial da embaixada norte-americana em Bagdad e do consulado em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, num país cada vez mais influenciado pelo Irão.


Irão desvaloriza ameaças

Por sua vez as autoridades de Teerão, pela voz de Keyvan Khosravi, representante do Conselho iraniano de Segurança Nacional, desvalorizaram a ameaça de Washington, em declarações à agência IRNA e defendem que as forças norte-americanas têm como objetivo “desenvolver uma guerra psicológica” contra o Irão.

A tensão entre os dois países disparou depois do anúncio de Teerão de que iria abandonar oficialmente alguns dos compromissos assumidos com o acordo nuclear assinado em 2015 com o Reino Unido, França, Alemanha, China, Rússia e os Estados Unidos. 

Recorde-se que os EUA saíram unilateralmente do tratado no ano passado e voltaram a impor sanções ao Irão. A União Europeia que tem tentado salvar o acordo criticou a posição dos Estados Unidos mas não conseguiu impedir a decisão de Teerão de aumentar o limite da produção de urânio enriquecido e de água pesada.

No meio da tormenta, quatro navios comerciais foram objeto de sabotagem no porto de Fujairah, perto do Estreito de Ormuz, da qual os Emiratos Árabes Unidos e a Arábia Saudita responsabilizam o Irão que nega qualquer envolvimento. Este estreito é uma rota vital para o transporte global de petróleo e gás e separa os países do Golfo do Irão.

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