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EUA acusam quatro bielorrussos de desvio de avião da Ryanair para deter jornalista
Mundo 21.01.2022
2021

EUA acusam quatro bielorrussos de desvio de avião da Ryanair para deter jornalista

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EUA acusam quatro bielorrussos de desvio de avião da Ryanair para deter jornalista

Foto: Tobias Schwarz/AFP
Mundo 21.01.2022
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EUA acusam quatro bielorrussos de desvio de avião da Ryanair para deter jornalista

Lusa
Lusa
Desvio de um aparelho da Ryanair aconteceu em maio de 2021 para deter um opositor ao regime bielorrusso. Caso levou União Europeia a impor sanções ao país liderado por Lukashenko.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou esta quinta-feira quatro funcionários governamentais bielorrussos do desvio de um avião da Ryanair, em maio de 2021, para deter um jornalista da oposição que estava a bordo.

De acordo com um comunicado do procurador federal de Manhattan, os quatro funcionários bielorrussos são acusados ​​de "conspiração para cometer um ato de pirataria para desviar o voo 4978 da Ryanair".

Os quatro acusados ​​foram identificados como sendo Leonid Mikalaevich Churo, diretor-geral da Empresa de Serviços de Navegação Aérea Unitária Republicana Belaeronavigatsia - a autoridade de navegação aérea do país -, Oleg Kazyuchits, vice-diretor geral da Belaeronavigatsia, e dois quadros dos serviços de segurança do Estado da Bielorrússia, Andrey Anatolievich "Lnu" e "Fnu Lnu".


Bielorrússia força aterragem de avião da Ryanair para deter jornalista
A aterragem forçada de um avião da Ryanair a pedido das autoridades bielorrussas está a gerar novo clima de tensões entre o regime de Lukashenko, a Europa e os EUA.

O quarto funcionário e o sobrenome do terceiro funcionário não foram divulgados. Em comunicado, o procurador Damian Williams disse que os arguidos violaram os padrões seguidos internacionalmente para manter seguros os voos comerciais.

O desvio do avião em maio de 2021, justificada por Minsk por uma alegada ameaça de bomba a bordo, provocou protestos internacionais e levou a União Europeia a impor sanções à Bielorrússia.


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Fim de importações de petróleo, fertilizantes e tabaco. E 166 pessoas com bens congelados e impedidas de entrar na UE. Ministros dos 27 prometem mais medidas se o ditador de Minsk não abrir caminho à democracia.

Em agosto, o Presidente Joe Biden impôs sanções contra a Bielorrússia, que coincidiram com a passagem de um ano da eleição presidencial de Alexander Lukashenko, um escrutínio que tanto os EUA como os países ocidentais disseram estar repleta de irregularidades.

Lukashenko recebeu um sexto mandato à frente da nação do Leste Europeu no ano passado numa votação que a oposição e muitos no Ocidente consideraram fraudulenta.

A crença generalizada de que a eleição foi roubada desencadeou protestos em massa na Bielorrússia, que levaram ao aumento da repressão do regime de Lukashenko contra manifestantes, dissidentes e imprensa independente.

Mais de 35.000 pessoas foram presas e milhares foram espancadas e presas.


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