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Estudo. Países liderados por mulheres foram oito dias mais rápidos a confinar
Mundo 23.11.2021
Covid-19

Estudo. Países liderados por mulheres foram oito dias mais rápidos a confinar

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Estudo. Países liderados por mulheres foram oito dias mais rápidos a confinar

Foto: AFP
Mundo 23.11.2021
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Estudo. Países liderados por mulheres foram oito dias mais rápidos a confinar

Lusa
Lusa
Os países liderados por mulheres foram, em geral, oito dias mais rápidos a restringir fronteiras e viagens após terem a primeira morte por covid-19, conclui um estudo que envolveu as universidades do Minho e de Roma 3 (Itália).

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) comunicou esta terça-feira que o estudo analisou 149 países e foi agora publicado na revista Open Economics.

"Faltam mais estudos, mas há evidência de que as líderes arriscaram menos nesta situação perigosa, procurando evitar a perda de vidas com ações mais pró-ativas, coordenadas e empáticas", diz Paulo Reis Mourão, da Escola de Economia e Gestão da UMinho e coautor do estudo.

Segundo o estudo, Angela Merkel (Alemanha), Erna Solberg (Noruega), Jacinda Ardern (Nova Zelândia), Mette Frederiksen (Dinamarca), Tsai Ing-wen (Taiwan) e Sanna Marin (Finlândia) foram algumas chefes de estado que sobressaíram na primeira fase da pandemia e na adoção de medidas de confinamento.

Para aquele investigador, "um executivo moderno tem uma grande diversidade de perfis, mas na gestão desta pandemia notou-se que as lideranças femininas olham de um modo diferenciado para as crises sociais".

Como exemplos, aponta que a chefe de estado neozelandesa falou em direto com cidadãos no Facebook e a homóloga norueguesa teve uma sessão pessoal de perguntas com crianças.


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Por outro lado, o estudo mostra também que os regimes com lideranças mais fortes foram dos que aplicaram bloqueios mais cedo nas viagens.

O mesmo sucedeu em países de governos mais estáveis e com população tendencialmente urbana.

"Já em países com rendimento 'per capita' mais alto, as fases de restrições surgiram mais tarde", salienta Paulo Reis Mourão.

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