Escolha as suas informações

Estados Unidos. Eleitores temem violência pós-eleitoral
Mundo 2 min. 30.10.2020 Do nosso arquivo online

Estados Unidos. Eleitores temem violência pós-eleitoral

Estados Unidos. Eleitores temem violência pós-eleitoral

Foto: AFP
Mundo 2 min. 30.10.2020 Do nosso arquivo online

Estados Unidos. Eleitores temem violência pós-eleitoral

No mesmo dia em que o fundador do Facebook alertou para o perigo de confrontos nos Estados Unidos, a cadeia de supermercados Walmart decidiu retirar armas e munições das suas prateleiras. Três em cada quatro eleitores dizem temer atos violentos.

No mesmo dia em que criador do Facebook afirmou achar que o país está muito dividido, e que se não for possível conhecer o vencedor na noite eleitoral a 3 de novembro podem estalar confrontos que cortem o país em dois, a cadeia de supermercados Walmart decidiu retirar armas e munições das suas prateleiras por medo de possíveis violências e pilhagens. 

Entre protestos contra a violência racial e o apelo de Trump a que milícias de extrema-direita vigiem o processo eleitoral, há muito que não havia um plebiscito debaixo de tanta tensão. Com o juramento, a 27 de outubro,  da nova juíza do Supremo Tribunal, Amy Coney Barrett, alinhada com Donald Trump, há uma maioria reforçada dos republicanos num órgão que pode ser determinante na oficialização dos resultados finais.

Em 2000, foi o Supremo Tribunal que ordenou a suspensão da contagem de votos na Florida que poderia ter dado a vitória a Al Gore e que, assim, garantiu a presidência a George W. Bush. Em entrevista ao Politico, a congressista democrata Elissa Slotkin, antiga agente da CIA e ex-oficial do Pentágono, explicou que os democratas estão conscientes do risco de um golpe, mas querem mantê-lo longe da comunicação social e das ruas.

O atual Presidente dos Estados Unidos já fez várias alegações de possíveis fraudes eleitorais nos seus discursos e recusou-se a afirmar que vai abandonar a presidência de forma pacífica e reconhecer os resultados se perder.

Neste contexto, os supermercados Walmart decidiu não expôr armas nos próximos dias. A empresa tomou esta decisão depois de uma das suas lojas ter sido saqueada em Filadélfia durante os protestos contra a morte de mais um negro às mãos da polícia. As armas e munições ainda estarão disponíveis para compra nos supermercados, mas não estarão à vista. A decisão será prolongada durante toda a semana como "precaução" e no contexto das eleições da próxima terça-feira.

"Assistimos a motins isolados e, como fizemos várias vezes nos últimos anos, retirámos as armas e munições da loja como medida de precaução para a segurança dos nossos empregados e clientes", afirmou fonte da Walmart ao Wall Street Journal. A empresa não decidiu quanto tempo exatamente irá manter a medida, embora tenha confirmado que irá durar pelo menos uma semana.

Os supermercados Walmart são um símbolo da cultura suburbana nos Estados Unidos e também do culto às armas. Nestes supermercados podem encontrar-se todas as armas que são legais no estado em que se encontrem. Em 2015, deixou de vender espingardas militares de assalto militares e, 2018, começou a exigir que os seus clientes tivessem mais de 21 anos, em vez de 18, se quisessem comprar munições. 

Numa sondagem publicada na quarta-feira pelo USA Today, três em cada quatro eleitores disseram temer algum grau de violência no dia das eleições e apenas um estava "muito confiante" de que haveria uma transição pacífica de poder se Joe Biden ganhasse.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.