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Estados Unidos, China e Japão saúdam decisão de Pyongyang
Mundo 3 min. 21.04.2018 Do nosso arquivo online

Estados Unidos, China e Japão saúdam decisão de Pyongyang

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, anunciou na sexta-feira à noite que suspendeu os testes nucleares e o lançamento de mísseis de longo alcance e que tem planos para encerrar as suas instalações de testes nucleares

Estados Unidos, China e Japão saúdam decisão de Pyongyang

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, anunciou na sexta-feira à noite que suspendeu os testes nucleares e o lançamento de mísseis de longo alcance e que tem planos para encerrar as suas instalações de testes nucleares
AFP
Mundo 3 min. 21.04.2018 Do nosso arquivo online

Estados Unidos, China e Japão saúdam decisão de Pyongyang

A China, principal aliado da Coreia do Norte, saudou hoje o anúncio de Pyongyang de que irá suspender os seus ensaios nucleares e de mísseis intercontinentais, afirmando que isso contribuirá para a desnuclearização da península coreana. A agência de notícias oficial da Coreia do Norte adiantou que a suspensão dos testes nucleares tem efeito a partir de hoje.

"A China pensa que a decisão de suspender os ensaios nucleares e de se concentrar no desenvolvimento económico e na melhoria das condições de vida vai ajudar a apaziguar a situação na península coreana e fará avançar o processo de desnuclearização, assim como os esforços no sentido de uma solução política", disse Lu Kang, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado.

A Coreia do Norte anunciou na sexta-feira à noite que suspendeu os testes nucleares e o lançamento de mísseis de longo alcance e que tem planos para encerrar as suas instalações de testes nucleares.

A agência de notícias oficial da Coreia do Norte adiantou que a suspensão dos testes nucleares tem efeito a partir de hoje (já sábado, 21 de abril), na Coreia do Norte.

A decisão já mereceu as reações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que considerou tratar-se de uma "muito boa notícia", e da presidência da Coreia do Sul, que a classificou como um "passo significativo" para a desnuclearização da península coreana.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un.
O líder norte-coreano, Kim Jong Un.
AFP

A decisão norte-coreana surgiu uma semana antes da cimeira programada entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que decorre a 27 de abril e será a primeira reunião entre líderes coreanos em 11 anos.

Kim deverá ainda reunir-se, entre o final de maio e o princípio de junho, com o Presidente dos EUA.

Trump diz que é "muito boa notícia" Coreia do Norte suspender testes nucleares

O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou "muito boa notícia" a decisão da Coreia do Norte de suspender testes nucleares, manifestando-se desejoso de se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

O Presidente dos Estados Unidos disse que houve "um grande progresso" no diálogo com Pyongyang e expressou a sua alegria sobre o anúncio da suspensão.

"A Coreia do Norte aceitou suspender todos os testes nucleares e o encerramento de um importante centro de testes. Esta é uma boa notícia para a Coreia do Norte e para o mundo, um grande progresso. Estamos desejosos de celebrar o nosso encontro", afirmou Trump na sua conta da rede social Twitter.

Japão espera que decisão de Pyongyang sirva para desarmamento "irreversível"

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, celebrou a decisão da Coreia do Norte de suspender os testes nucleares e expressou a esperança que esta sirva para o desarmamento "completo, verificável e irreversível" do país vizinho.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
AFP

O chefe do Executivo japonês considerou a decisão como um "movimento positivo", mas manifestou cautela, afirmando que "a única coisa importante (agora) é ver se esta ação levará a uma eliminação completa, verificável e irreversível das armas nucleares e mísseis" do país vizinho, de acordo com declarações divulgadas pela emissora pública NHK.

Abe adiantou que o seu Governo "estará atento" ao assunto e deixou claro que o Japão e os Estados Unidos coordenaram a sua atuação perante os vários cenários possíveis com a Coreia do Norte, durante a cimeira que teve com o Presidente norte-americano, Donald Trump, esta semana na Florida.

A cautela do primeiro-ministro japonês foi partilhada por outros membros do seu gabinete, como o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Taro Aso, que de Washington, onde está a participar numa reunião ministerial do G20, disse que ainda é cedo para saber se a Coreia do Norte irá abandonar as armas.

Taro Aso disse que em outras ocasiões foram feitas concessões económicas e de outra índole para que Pyongyang abandonasse o seu programa nuclear, "mas os testes continuaram", de acordo com a agência Kyodo.

Já o ministro da Defesa japonês, Itsunori Onodera, qualificou a decisão da Coreia do Norte "insuficiente" e afirmou que "este não é o momento para relaxar a pressão sobre o país".

"Não podemos ficar satisfeitos", afirmou Itsunori Onodera aos jornalistas, adiantando que Pyongyang não fez qualquer referência "ao abandono dos mísseis balísticos de curto e médio alcance", pelo que Tóquio irá manter pressão sobre a Coreia do Norte.

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North Korean leader Kim Jong-Un has overseen a special forces commando operation, state media said on April 13, as tensions soar with Washington over Pyongyang's nuclear programme. / AFP PHOTO / KCNA VIA KNS / STR / South Korea OUT / REPUBLIC OF KOREA OUT   ---EDITORS NOTE--- RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO/KCNA VIA KNS" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
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