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Espanha. Sánchez anuncia sexta-feira se haverá eleições antecipadas
Mundo 2 min. 13.02.2019

Espanha. Sánchez anuncia sexta-feira se haverá eleições antecipadas

Espanha. Sánchez anuncia sexta-feira se haverá eleições antecipadas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 13.02.2019

Espanha. Sánchez anuncia sexta-feira se haverá eleições antecipadas

Orçamento do Estado recebeu seis emendas no Congresso e, tendo sido chumbado, foi devolvido ao Governo, depois de os independentistas catalães votarem ao lado da oposição.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciará na sexta-feira após a reunião do Conselho de Ministros a sua decisão sobre eleições antecipadas, segundo fontes do Palácio da Moncloa.

A decisão de Sanchez será conhecida dois dias depois de a proposta de Orçamento Geral do Estado espanhol para 2019 ter sido chumbada, depois de sujeita a seis emendas no Congresso dos Deputados (câmara baixa do parlamento) e devolvida ao Governo com os votos da ERC (Esquerda Republicana de Catalunha) e do PDeCAT (Partido Democrático Europeu da Catalunha), que se juntaram ao PP (Partido Popular, direita), Cidadãos (direita liberal), Foro Asturias (regionalista) e Coligação Canárias (regionalista).

As seis emendas ao documento receberam 191 votos a favor, 158 contra e uma abstenção.

Pedro Sánchez e vários dirigentes socialistas têm afirmado que, sem orçamento, a legislatura, que deveria terminar em meados de 2020, seria “encurtada”.

Casado diz que eleições antecipadas são "inadiáveis"

O líder do principal partido da oposição espanhola, Pablo Casado, do Partido Popular (direita) pediu hoje a convocação de eleições antecipadas, que considerou serem “inadiáveis”, depois do chumbo do Orçamento do Governo minoritário socialista.

Em declarações feitas no parlamento espanhol, Casado sublinhou que o voto contra a proposta de contas do Estado é um “ponto de inflexão” que “marca o fim da trajetória de [Pedro] Sánchez à frente do Governo”.

Pablo Casado assegurou que o PP (Partido Popular) "está preparado" para voltar ao poder e recuperar a “legalidade e a concórdia” na Catalunha.

Os partidos independentistas catalães, que foram decisivos para a subida ao poder do socialista Pedro Sánchez em junho passado, votaram hoje ao lado da oposição de direita na devolução ao Executivo da totalidade das contas de Estado.

Pedro Sánchez e vários dirigentes socialistas têm afirmado que, sem orçamento, a legislatura, que deveria terminar em meados de 2020, seria “encurtada”.

Pedro Sánchez tem agora de decidir se continua a governar, prolongando em 2019 o Orçamento do executivo anterior, de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), ou se convoca eleições antecipadas.

Todos os olhos estão postos no chefe do executivo e a imprensa espanhola já avança com prováveis datas para as eleições antecipadas.

Pedro Sánchez tornou-se primeiro-ministro em 2 de junho de 2018, depois de o PSOE ter conseguido aprovar no parlamento, na véspera, uma moção de censura contra o executivo do Partido Popular (direita) com o apoio do Unidos Podemos (coligação de extrema-esquerda) e uma série de partidos mais pequenos, entre eles os nacionalistas bascos e os independentistas catalães.

Lusa

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