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Espanha. Juan Carlos I "caçado" por ex-amante em negócios escuros

Espanha. Juan Carlos I "caçado" por ex-amante em negócios escuros

Foto: dpa (arquivo)
Mundo 12.07.2018

Espanha. Juan Carlos I "caçado" por ex-amante em negócios escuros

O anterior Rei de Espanha, Juan Carlos I, é suspeito de receber comissões ilegais e de ter contas em paraísos fiscais, como a Suíça e o Mónaco, segundo os jornais "El Español" e "OKDiario". As revelações foram feitas pela mulher que terá sido sua amante até 2013, Corinna zu Sayn-Wittgenstein.

Os jornais espanhóis divulgaram gravações de uma conversa entre a ex-amante do rei com o ex-presidente da Telefónica, Juan Villalonga, e com um ex-comissário da Polícia (entretanto detido), nas quais Corinna zu Sayn-Wittgenstein terá revelado que  Juan Carlos a usava como testa-de-ferro para ocultar o seu património no estrangeiro, incluindo no Mónaco, onde vive. Corinna zu Sayn-Wittgenstein acusa ainda o rei de ter aceitado comissões no valor de cem milhões de euros para conseguir a aprovação de um contrato de um consórcio de empresas espanholas com a Arábia Saudita.

Nas gravações, divulgadas também pelo jornal Publico.es, a ex-amante disse ainda que terá sido pressionada para passar o património de Juan Carlos para o nome de um primo, Álvaro Orleans de Borbón, depois de a relação com Juan Carlos ter terminado. Os dois ter-se-ão separado após o escândalo da viagem do então rei de Espanha ao Botswana para caçar elefantes. 

Questionada por jornalistas sobre se Juan Carlos poderia vir a ser julgado, a ministra da Justiça espanhola, Dolores Delgado, disse ontem que o rei tem o direito de ser julgado por um Tribunal Superior, "mas não tem imunidade", segundo declarações citadas pela agência EFE.