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Espanha. Direita recusa condenar "atentado terrorista" no centro de menores de Madrid
Mundo 2 min. 06.12.2019 Do nosso arquivo online

Espanha. Direita recusa condenar "atentado terrorista" no centro de menores de Madrid

Espanha. Direita recusa condenar "atentado terrorista" no centro de menores de Madrid

AFP
Mundo 2 min. 06.12.2019 Do nosso arquivo online

Espanha. Direita recusa condenar "atentado terrorista" no centro de menores de Madrid

Nem o PP nem o Vox viabilizaram os votos de condenação ao ataque com uma granada de que foi alvo o centro de menores de Hortaleza, em Madrid. O Podemos diz que a direita promove discursos xenófobos e racistas. "O que aconteceria se não tivesse sido contra crianças pobres e fosse na Puerta del Sol?".

Aconteceu na Assembleia de Madrid. O PP e o Vox da extrema-direita recusaram aprovar os votos de condenação ao "atentado terrorista" com uma granada ao centro de detenção de menores de Hortaleza, nos arredores da capital. 

As iniciativas separadas do Más Madrid e do Podemos que reprovam os "discursos de ódio" ficaram pelo caminho por não ter havido consenso de todos os partidos. 

Na fundamentação, a deputada de extrema-direita do Vox justificou o chumbo com a ausência de respostas concretas sobre as motivações do ataque. Diz que é "intolerável que, sem conhecer todas as informações, cometamos esta imprudência". Depois de considerar "vergonhoso" que alguns dirigentes políticos tenham lançado "hordas de ódio" ao seu partido, exigiu "serenidade e paciência". 

No mesmo sentido, o PP apontou baterias ao ministro do Interior Fernando Grande-Marlaska que acusa de "incendiar o debate tentando responsabilizar certos partidos" ao associar o ataque ao centro por discursos de "ódio e intolerância". 

Na reação, a porta-voz do partido de Pablo Iglesias criticou a tomada de posição que considerou "desprezível". Porta-voz do Podemos, Isa Serra lamentou que nem o PP nem o Vox tenham condenado o ataque. "O que aconteceria se não tivesse sido contra crianças pobres e fosse na Puerta del Sol?", deixou no ar em declarações à imprensa. O Más Madrid acusa a direita e a extrema-direita espanholas de promover "um terreno fértil para o ódio e a condenação pública dos menores que estão sozinhos". 

O Ciudadanos e o PSOE juntaram-se ao coro de críticas e lamentaram a falta de consenso na Câmara de Madrid. Para os socialistas espanhóis a questão "vai além" da condenação do ataque, passa pela "solidariedade com as crianças e os trabalhadores do centro". 

"Prelúdio para eventos mais graves"

A polémica começou antes com o ministro do interior, Fernando Grande-Marlaska, a atribuir à "xenofobia" e à "discriminação" o que chamou de "prelúdio para eventos mais graves". 

Em plena Cimeira do Clima, o governante disse que "esta é a coisa mais preocupante dos discursos de ódio" e referiu-se às intervenções "que lançam manifestações verbais acreditando que são insensatas e não têm efeitos". 

Reagia assim à intervenção dos técnicos especialistas em desativação de dispositivos explosivos da Polícia Nacional (Tedax), chamados para desativar uma granada atirada para o centro de detenção de menores de Hortaleza. 

O espaço, nos arredores de Madrid, alberga cerca de cem menores. Na grande maioria, migrantes que chegaram a Espanha desacompanhados.  

  

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