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Espanha confiante em acordo com Portugal para abrir fronteiras terrestres
Mundo 2 min. 07.06.2020 Do nosso arquivo online

Espanha confiante em acordo com Portugal para abrir fronteiras terrestres

Espanha confiante em acordo com Portugal para abrir fronteiras terrestres

Foto: AFP
Mundo 2 min. 07.06.2020 Do nosso arquivo online

Espanha confiante em acordo com Portugal para abrir fronteiras terrestres

Lusa
Lusa
As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha estão fechadas à circulação de pessoas desde 16 de março último, depois de os dois países terem chegado a acordo para apenas permitir a passagem de mercadorias e trabalhadores transfronteiriços.

O primeiro-ministro de Espanha espera chegar a um acordo para abrir as fronteiras terrestres do país no início de julho com Portugal, “sem dúvida alguma”, que é liderado pelo seu “amigo” António Costa.

“O que faremos é chegar a acordos. Logicamente que, com um bom vizinho como Portugal, sem dúvida alguma. E para além disso, com o meu amigo, o primeiro-ministro Costa, ainda com mais segurança” será possível um compromisso, disse Pedro Sánchez, em conferência de imprensa.

O chefe do executivo espanhol defendeu que o país deve dar uma resposta "segura" aos milhões de turistas que irão visitar o país este ano, e defendeu que o calendário de abertura das fronteiras deve ser feito de forma coordenada no seio da União Europeia.


Espanha volta atrás: fronteiras com Portugal abrem a 1 de julho e não a 22 de junho
A mudança de posição de Madrid surge depois de o Governo português ter pedido “esclarecimentos” e manifestado surpresa com declarações da ministra espanhola do Turismo que anunciou 22 de junho sem ter consultado Portugal. Quem decide sobre a reabertura da fronteira portuguesa "é naturalmente Portugal", anunciou Lisboa.

Pedro Sánchez recordou que, a 01 de julho, o turismo estrangeiro vai regressar a Espanha, razão pela qual é "essencial ter protocolos de segurança harmonizados".

“Cada país é livre de decidir quando irá abrir as fronteira, ou não. Nós considerámos que o momento razoável para garantir essa segurança sanitária a todos os turistas […] será no início de julho”, afirmou o primeiro-ministro espanhol.

O Governo espanhol, juntamente com o de Itália, solicitou na última semana à Comissão Europeia que assegurasse que o levantamento das restrições nas fronteiras comunitárias fosse feito de forma coordenada e não discriminatória entre todos os Estados-Membros, de acordo com critérios epidemiológicos "comuns, claros e transparentes".

O primeiro-ministro português, António Costa, desvalorizou na passada quinta-feira “alguns anúncios unilaterais” do governo espanhol, que já foram desmentidos, sobre a reabertura das fronteiras com Espanha, considerando que “está tudo esclarecido” e que “está reposta a normalidade”.

O Governo espanhol tinha esclarecido no mesmo dia que a abertura das fronteiras à "mobilidade internacional segura" terá lugar a partir de 01 de julho e não a 22 de junho, como tinha indicado a ministra do Turismo nessa manhã, uma mudança de posição de Madrid depois de Lisboa ter pedido “esclarecimentos” e manifestado estar “surpreendido” com a segunda data.

“Acontece, em todos os governos, haver por vezes iniciativas menos coordenadas, mas acho que está tudo esclarecido. Aquilo que conjuntamente tínhamos acordado é o que conjuntamente iremos manter: a 01 de julho poderão reabrir as fronteiras”, concluiu António Costa.


Governo português "surpreendido" com anúncio de Espanha sobre fronteira
Quem decide sobre a reabertura da fronteira portuguesa "é naturalmente Portugal", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.

As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha estão fechadas à circulação de pessoas desde 16 de março último, depois de os dois países terem chegado a acordo para apenas permitir a passagem de mercadorias, no quadro das medidas aprovadas para se lutar contra a propagação da pandemia de covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou 400 mil mortos e infetou mais de 6,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados, embora com menos mortes.

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