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Encontrados nove corpos de civis em Borodianka, alguns com "sinais de tortura"
Mundo 5 min. 21.04.2022
Guerra na Ucrânia

Encontrados nove corpos de civis em Borodianka, alguns com "sinais de tortura"

Borodianka foi, segundo Kiev, o cenário de "massacres de civis" durante o mês de março, quando as forças russas ocuparam a cidade.
Guerra na Ucrânia

Encontrados nove corpos de civis em Borodianka, alguns com "sinais de tortura"

Borodianka foi, segundo Kiev, o cenário de "massacres de civis" durante o mês de março, quando as forças russas ocuparam a cidade.
Foto: Sergei Supinsky/AFP
Mundo 5 min. 21.04.2022
Guerra na Ucrânia

Encontrados nove corpos de civis em Borodianka, alguns com "sinais de tortura"

Lusa
Lusa
Os corpos de nove civis foram encontrados na quarta-feira em Borodianka, perto de Kiev, alguns mostrando "sinais de tortura", informou a polícia da capital ucraniana na quarta-feira à noite.

"Estas pessoas foram mortas pelos ocupantes [russos] e algumas das vítimas mostram sinais de tortura", acusou o chefe da polícia local, Andrey Nebytov, numa publicação na rede social Facebook.

Borodianka foi, segundo Kiev, o cenário de "massacre de civis" durante o mês de março, quando as forças russas ocuparam a cidade.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros turco afirmou que uma reunião entre os líderes ucraniano e russo "está a ser discutida à mesa de negociações" e poderá vir a ser realizada numa cidade do país.

"Numa vala, havia dois homens de 35 anos e, ao lado deles, uma rapariga de 15 anos", disse Nebytov. "Noutra, a polícia descobriu os corpos de seis pessoas: quatro homens e duas mulheres" que "podiam ser identificados como residentes da cidade".

"Os militares russos mataram conscientemente civis que não ofereceram resistência", afirmou, acrescentando que os corpos das vítimas tinham sido "levados para morgues na região de Kiev para serem examinados".

Os cientistas forenses e investigadores também inspecionaram as duas valas, segundo Nebytov. "A polícia na região de Kiev ainda está a investigar" os crimes contra civis imputados pela Ucrânia aos russos, afirmou.


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O Presidente da Ucrânia,Volodymyr Zelensky, reiterou hoje a disponibilidade para dialogar "até ao fim da guerra" com a Rússia, depois de Moscovo dizer que o sucesso das negociações de paz dependerá de Kiev aceitar as suas exigências.

Desde a retirada das forças de Moscovo da região de Kiev há três semanas, centenas de corpos civis foram encontrados pelas autoridades ucranianas, que, juntamente com o Ocidente, denunciam "crimes de guerra" cometidos pelos soldados russos que ocuparam a cidade. Uma acusação formalmente rejeitada pela Rússia.

Mais de mil corpos civis nas morgues da região de Kiev

Mais de mil corpos civis estão atualmente em morgues na região de Kiev, disse um funcionário ucraniano à AFP esta quinta-feira, quando Kiev acusa os russos de terem "massacrado" centenas de civis durante a sua ocupação da região em março.

"1.020 corpos de civis, apenas civis, estão (em morgues) em toda a região de Kiev", disse a vice-primeira-ministra ucraniana Olga Stefanichyna à AFP, na cidade de Borodianka, a noroeste de Kiev. 

Desde a retirada das forças russas da região de Kiev no final de março, centenas de corpos de civis foram encontrados pelas autoridades ucranianas, que, juntamente com o Ocidente, acusam a Rússia de "crimes de guerra", o que Moscovo nega. 

Stefanichyna disse que este total representava todos os corpos de civis "encontrados nos edifícios mas também nas ruas" da região de Kiev desde que a invasão russa começou a 24 de fevereiro.

Kiev exige corredores humanitários na fábrica Azovstal em Mariupol

O Governo da Ucrânia exigiu esta quinta-feira a abertura de um corredor humanitário para a retirada de cerca de mil civis e 500 soldados que se encontram na fábrica de aço Azovstal em Mariupol, cercada pelas forças russas. 

"Exigimos aos russos um corredor humanitário urgente, na fábrica Azovstal, em Mariupol", indicou a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, através do serviço de mensagens Telegram.  

De acordo com Vereshchuk, "estão neste momento cerca de mil civis e 500 soldados feridos" no local e "todos deviam ser retirados da (fábrica) de Azovstal hoje". 

A vice-primeira-ministra apela, por isso, "aos líderes mundiais e à 'comunidade internacional'" para que sejam concentrados esforços em Azovstal.

"Este é 'o ponto-chave, o momento-chave' para o esforço humanitário", afirmou. 

A fábrica metalúrgica Azovstal é, segundo Moscovo, o último reduto da resistência armada em Mariupol, no sul da Ucrânia.

Nos túneis da fábrica, com onze quilómetros de extensão, encontram-se centenas de ucranianos que enfrentam condições desumanas devido ao cerco militar da Rússia. 

A cidade portuária, nas margens do Mar de Azov, foi praticamente destruída pelos bombardeamentos da Rússia e apenas quatro autocarros com civis conseguiram sair da zona após várias tentativas frustradas para a retirada de civis.

Na quarta-feira, quatro autocarros conseguiram sair do porto ucraniano de Mariupol com civis, através da abertura de um corredor humanitário, adiantou esta quint-feira a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Verechtchuk.


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A partir de um de setembro, todas as crianças irão começar a semana a cantar nas escolas o hino nacional e será obrigatório içar a bandeira da Rússia.

Putin cancela assalto à resistência em Mariupol, mas mantém bloqueio  

O presidente russo, Vladimir Putin, cancelou esta quinta-feira a ordem de assalto ao complexo industrial Azovstal, reduto da defesa ucraniana em Mariupol, mas mantém o bloqueio à zona.

"Considero inapropriado o assalto proposto à zona industrial. Ordeno o cancelamento", disse o chefe de Estado dirigindo-se ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, durante uma reunião governamental transmitida pela televisão pública russa Rossia 24. 

Calcula-se que se encontram cerca de dois mil ucranianos, entre civis e elementos do Batalhão Azov na área industrial Azovstal na cidade de Mariupol assediada pelos invasores russos desde o princípio da campanha militar da Ucrânia.  

Na mesma transmissão, o presidente russo afirmou que as forças de Moscovo alcançaram como "êxito" o controlo da cidade portuária ucraniana.

"O trabalho final de libertar Mariupol é um sucesso", disse ainda Vladimir Putin ao ministro da Defesa, depois de comunicar a Serguei Shoigu que um ataque contra o complexo fabril Azovstal "não é apropriado" e que era necessário sitiar "a área de tal forma para que nem uma 'mosca possa passar".

Negociadores ucranianos prontos para conversações sobre Mariupol

O chefe da delegação de negociadores ucranianos, David Arakhamia, anunciou que está pronto, juntamente com o assessor presidencial e negociador Mykhailo Podoliak, para viajar até Mariupol e iniciar rapidamente as negociações com a Rússia, disseram esta quinta-feira os media locais.

David Arakhamia fez este anúncio na rede social Telegram na quarta-feira à noite, de acordo com a agência de notícias local Ukrinform.

"Mykhailo Podoliak e eu estamos prontos para ir a Mariupol para conversar com o lado russo sobre a retirada das nossas tropas militares e de civis", disse o negociador ucraniano.


Um corredor humanitário para retirar civis de Mariupol voltou a ser aberto depois de três dias sem acordos entre Kiev e Moscovo.
Três dias depois, Kiev acorda com Moscovo corredor humanitário em Mariupol
Kiev acordou com Moscovo a criação de um corredor humanitário para retirar a partir desta quarta-feira civis de Mariupol, o que acontece pela primeira vez desde sábado, indicou o Governo ucraniano.

David Arakhamia sublinhou que os representantes da delegação ucraniana mantêm contacto constante com os militares ucranianos que resistem na cidade portuária de Mariupol, praticamente destruída por ataques desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro.

"Hoje, em conversa com os defensores da cidade, foi proposta a realização de uma ronda de negociações no local para a retirada das nossas tropas militares", disse.

"Da nossa parte, estamos prontos para iniciar tais negociações a qualquer momento, assim que recebermos a confirmação da Rússia", reiterou.

Na quarta-feira, as autoridades russas disseram que nem os soldados que estão na fábrica de metalurgia Azovstal e nem os civis abrigados com estes militares usaram o corredor humanitário que abriram para deixarem a cidade de Mariupol durante o dia.

"Somos forçados a dizer que a operação humanitária declarada pelas autoridades de Kiev foi cinicamente interrompida, ninguém usou o corredor indicado", disse o chefe do Centro de Controlo de Defesa Nacional, coronel general Mikhail Mizintsev.

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