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Embaixador diz que Ucrânia pode abandonar intenção de integrar NATO
Mundo 14.02.2022
Ucrânia

Embaixador diz que Ucrânia pode abandonar intenção de integrar NATO

Militares ucranianos examinam os aparelhos militares emprestados pela Lituânia, no aeroporto de Kiev, a 13 de fevereiro.
Ucrânia

Embaixador diz que Ucrânia pode abandonar intenção de integrar NATO

Militares ucranianos examinam os aparelhos militares emprestados pela Lituânia, no aeroporto de Kiev, a 13 de fevereiro.
Foto: Sergei Supinsky/AFP
Mundo 14.02.2022
Ucrânia

Embaixador diz que Ucrânia pode abandonar intenção de integrar NATO

Lusa
Lusa
Vadym Prystaiko afirmou que o país pode não aderir à aliança transatlântica para evitar a guerra com a Rússia.

A Ucrânia pode abandonar a sua intenção de ingressar na NATO para evitar um confronto militar com a Rússia, disse esta segunda-feira o embaixador ucraniano no Reino Unido, Vadym Prystaiko.

Em declarações à BBC, o embaixador indicou que o seu país seria "flexível" quanto ao seu objetivo de ingressar na Aliança Atlântica, sublinhando que a Ucrânia é um país "responsável", após o Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçar entrar num conflito armado.

"Podemos (não aderir), especialmente a ser ameaçados assim, intimidados assim", disse Prystaiko, quando perguntado se Kiev mudaria a sua posição de integrar a NATO.


Chanceler alemão vai a Kiev e Moscovo tentar "garantir a paz na Europa"
Scholz, que assumiu a chefia do Governo há apenas dois meses, vai encontrar-se com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, esta segunda-feira, seguindo depois para Moscovo, onde será recebido pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, no dia seguinte.

A Ucrânia não é membro da Aliança Atlântica, mas manifestou interesse em entrar na organização militar ocidental, uma decisão que é vista como uma linha vermelha para o Kremlin.

A tensão entre Kiev e Moscovo aumentou desde novembro passado, depois de a Rússia ter estacionado mais de 100.000 soldados perto da fronteira ucraniana, o que fez disparar alarmes na Ucrânia e no Ocidente, que denunciou os preparativos para uma invasão daquela ex-república soviética.

Esforços diplomáticos prosseguem

Em dezembro, a Rússia exigiu garantias de segurança obrigatórias dos EUA e da NATO para impedir que a Aliança Atlântica se expandisse mais para o leste e implantasse armas ofensivas perto de suas fronteiras.

Moscovo escreveu recentemente uma carta a todos os países membros da OSCE pedindo-lhes que se posicionassem sobre o que entendem por segurança indivisível na Europa.


Portugal desaconselha viagens e sugere que quem esteja na Ucrânia pondere “sair temporariamente”
O Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselhou que os cidadãos que se encontrem atualmente na Ucrânia e “se a sua presença não for absolutamente necessária” ponderem “sair temporariamente do país”.

Apesar dos esforços diplomáticos, a diminuição da escalada militar e da tensão não foi alcançada até agora.

A Rússia alega que tem o direito soberano de estacionar tropas em qualquer lugar de seu território e, por sua vez, denuncia o fornecimento massivo de armas à Ucrânia pelo Ocidente.

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