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Em programa de rádio: Juncker causa polémica na Grécia sobre futuro governo de Atenas
Mundo 2 min. 14.12.2014 Do nosso arquivo online

Em programa de rádio: Juncker causa polémica na Grécia sobre futuro governo de Atenas

Juncker e Evangelos Venizelos numa reunião do Eurogrupo. Venizelos é agora ministro dos Negócios Estrangeiros em Atenas

Em programa de rádio: Juncker causa polémica na Grécia sobre futuro governo de Atenas

Juncker e Evangelos Venizelos numa reunião do Eurogrupo. Venizelos é agora ministro dos Negócios Estrangeiros em Atenas
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Em programa de rádio: Juncker causa polémica na Grécia sobre futuro governo de Atenas

A oposição de esquerda na Grécia criticou as declarações do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que durante um programa de rádio referiu preferir “caras familiares” no poder em Atenas.

A oposição de esquerda na Grécia criticou as declarações do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que durante um programa de rádio referiu preferir “caras familiares” no poder em Atenas.

“Que os círculos conservadores na Europa não se iludam (…) porque os gregos não têm medo e não serão feitos reféns”, afirmou na tarde de hoje o líder do partido de esquerda Syriza, Alexis Tsipras, durante o comício do principal partido da oposição em Creta (sul).

Pouco antes e em declarações à rádio municipal de Atenas 98.4, o porta-voz do Syriza, Panos Skourletis, tinha qualificado de “provocação para o país” as afirmações do presidente da Comissão Europeia.

Skourletis acusou Jean-Claude Juncker de “ingerência grosseira” no debate político grego, quando se admite a possibilidade de legislativas antecipadas para o início de 2015.

“Juncker vota por Samaras”, lia-se hoje na manchete do diário Avghi, próximo do Syriza, numa referência ao primeiro-ministro grego que lidera um Governo de coligação entre a sua Nova Democracia (ND, conservadores) e o Partido Socialista Pan-Helénico (Pasok).

Convidado para uma emissão na televisão pública austríaca ORF III, Juncker declarou que “não gostava que forças extremas chegassem ao poder” na Grécia.

Interrogado sobre o Syriza, indicou, no entanto, que não pretendia exprimir-se sobre um partido político em particular.

“Gostaria que a Grécia fosse governada por pessoas que tenham um olhar e um coração para os pobres na Grécia, e que são numerosos, mas que também compreendam a necessidade dos processos europeus”, disse.

“A minha preferência seria rever caras familiares em janeiro”, acrescentou.

Samaras decidiu antecipar em dois meses a eleição do Presidente da República pelos deputados, com a primeira votação no hemiciclo prevista para quarta-feira.

Caso não seja possível garantir uma maioria parlamentar nas três votações previstas por lei, deverão ser convocadas legislativas antecipadas que poderão garantir a chegada ao poder do Syriza, favorito em todas as sondagens.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, desloca-se a Atenas na segunda-feira para assegurar o “apoio” da Europa e a necessidade de prosseguir as reformas.


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