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Eleições. Movimento assinala abertura política para problemas dos emigrantes mas insiste em voto digital
Mundo 2 min. 09.04.2021

Eleições. Movimento assinala abertura política para problemas dos emigrantes mas insiste em voto digital

Eleições. Movimento assinala abertura política para problemas dos emigrantes mas insiste em voto digital

Foto: Manuel Dias
Mundo 2 min. 09.04.2021

Eleições. Movimento assinala abertura política para problemas dos emigrantes mas insiste em voto digital

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Aproveitando o discurso do Presidente da República, após a sua reeleição, favorável à criação de mecanismos que facilitem o voto dos portugueses que vivem no estrangeiro, o TSP reuniu-se com membros do Governo e voltou a defender o voto digital.

O movimento Também Somos Portugueses (TSP) reuniu-se com representantes do Governo português e da equipa do Presidente da República para insistir na revindicação do voto digital para os emigrantes.

Aproveitando o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, após a vitória nas últimas presidenciais, favorável à criação de mecanismos que facilitem o voto dos portugueses que vivem no estrangeiro, o movimento voltou a defender o voto digital como forma de ultrapassar limitações e barreiras geográficas e burocráticas, como as que aconteceram no último escrutínio.


Marcelo diz que regras do voto dos emigrantes têm que ser alteradas "com urgência"
Muitos emigrantes portugueses não conseguiram votar porque estavam a centenas de quilómetros de distância dos consulados onde o poderiam fazer. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que o "voto por correspondência" deverá ser possível também nas presidenciais.

"No seu discurso de vitória, o Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] salientou a necessidade de se rever o método de votação dos portugueses emigrados favorecendo a ideia do voto postal para as eleições presidenciais. O TSP, composto por portugueses a residir em diversos países, acolheu com satisfação o pensamento do Presidente da República considerando, porém, que o voto postal que aconteceu nas eleições legislativas anteriores teve muitos problemas", salienta o grupo, em comunicado, lembrando que tal como já tinha acontecido nas eleições legislativas, também nestas últimas, agravadas pelos constrangimentos da pandemia, muitos portugueses foram impedidos de votar. 


Luxemburgo. Adesão às urnas cresce mas muitos portugueses não conseguem votar
Às 14 horas de domingo já 1.200 eleitores tinham ido votar ao consulado português no Luxemburgo. Nas presidenciais anteriores, não houve mais de 527 votos. Mas há muita gente a ser impedida de exercer o seu direito.

O movimento transmitiu os problemas que têm sido identificados numa reunião com a Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, Paulo Mauritti, vogal do Conselho Diretivo da Agência para a Modernização Administrativa, com uma equipa do Palácio de Belém e com grupos parlamentares "a quem tem exposto as suas preocupações".

O TSP, criado em 2015, tem defendido um teste piloto do voto digital para a eleição dos conselheiros em todo o mundo, que se prevê que possa decorrer até ao final de 2021. 

O movimento sublinha que a generalidade dos deputados contactados se tem mostrado sensível aos problemas dos portugueses que são obrigados a fazer grandes distâncias, por vezes tendo de deslocar-se milhares de quilómetros, e sobre o peso que estas dificuldades acabam por ter na abstenção.


Presidenciais provam a necessidade de se alterarem as leis eleitorais para os emigrantes, diz movimento
Apesar de assinalar o aumento da participação dos portugueses a viver no estrangeiro nesta eleição presidencial, o movimento 'Também somos portugueses' considera "ter ficado provada a necessidade de alteração das leis eleitorais" e do voto remoto.

Apesar de saudar como "mais um passo" a proposta do PSD do voto pela via postal para emigrantes, nas eleições presidenciais e europeias, o TSP reitera que "só o voto digital poderá ser uma solução satisfatória para os portugueses a residir no estrangeiro".

Tendo reconhecido o aumento da participação dos portugueses a viver no estrangeiro nesta eleição presidencial, sobretudo devido ao recenseamento automático na emissão do Cartão de Cidadão dos emigrantes, o movimento considera que ficou provada, pelas dificuldades que persistiram e novas que surgiram - nas últimas presidenciais várias centenas de emigrantes não conseguiram votar por os terem retirado dos cadernos eleitorais quando renovaram o Cartão de Cidadão -, a necessidade não só do voto remoto, mas também de alterar as leis eleitorais.     

Este ano Portugal volta ter a eleições, para eleger os presidentes dos órgãos das autarquias. Ao contrário das legislativas, presidenciais e europeias, os emigrantes continuam impossibilitados de votar nas eleições autárquicas.

 





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