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Duas portuguesas desaparecidas em naufrágio na ilha do Príncipe
Mundo 3 min. 25.04.2019

Duas portuguesas desaparecidas em naufrágio na ilha do Príncipe

Duas portuguesas desaparecidas em naufrágio na ilha do Príncipe

Foto: Pixabay
Mundo 3 min. 25.04.2019

Duas portuguesas desaparecidas em naufrágio na ilha do Príncipe

Balanço mais recente dá conta de sete mortos e 10 desaparecidos.

(Notícia atualizada às 21:51.)

Sete pessoas morreram e 10 estão desaparecidas, incluindo duas portuguesas e um francês, após um naufrágio de um navio em São Tomé e Príncipe, disseram à agência Lusa fontes governamentais. Os mortos são três adultos e quatro crianças, informaram as mesmas fontes. As autoridades conseguiram resgatar até ao momento 55 pessoas com vida.

"Mais um corpo sem vida, de uma criança, acaba de ser retirado do mar. Assim sendo sobe para sete o número de mortos confirmados e descem para 10 os desaparecidos", divulgou ao final da tarde de hoje fonte do gabinete do presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, numa mensagem na rede social Facebook.

O executivo regional, que se reuniu hoje à tarde na sequência do acidente, decretou três dias de luto e suspendeu as festividades do Dia da Autonomia da região, que se celebraria este fim de semana, adiantou a mesma fonte.

O balanço anterior das autoridades são-tomenses dava conta da existência de seis mortos – três adultos e três crianças – e de 11 desaparecidos, entre os quais duas cidadãs portuguesas e um francês.

O navio "Anfitriti" fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, e naufragou às primeiras horas da manhã de hoje, já próximo da ilha do Príncipe. A embarcação adornou já perto do destino, afundando-se em seguida. Suspeita-se que o excesso de carga possa estar na origem do naufrágio. 

O primeiro socorro às vítimas foi feito por barcos particulares, nomeadamente de pescadores. A embarcação é habitualmente utilizado por residentes da ilha do Príncipe, que se deslocam à capital para fazer compras. 

O presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, que se encontrava na capital, São Tomé, para encontros com representantes do executivo são-tomense e para uma reunião do Conselho Superior de Defesa, agendada para esta sexta-feira, regressou entretanto à ilha do Príncipe, disse fonte do seu gabinete.

Também o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento (MRCC) de Lisboa prestou apoio às autoridades de S. Tomé e Príncipe nas operações de busca e salvamento, após contacto com o navio patrulha NRP Zaire, em missão naquele país. O MRCC solicitou ainda ao Instituto Hidrográfico o cálculo da deriva, prontamente efetuado, por forma a ajudar as autoridades são-tomenses e todos os meios envolvidos nas buscas.

O NRP Zaire, com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local do naufrágio. A bordo seguiu uma equipa de mergulhadores da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe e uma equipa médica que se junta ao enfermeiro do navio português e é constituída por um médico e um socorrista do Exército de São Tomé e um enfermeiro da Guarda Costeira local.

A ilha do Príncipe comemora a partir deste fim de semana o 24.º aniversário da autonomia da região. 

Este é terceiro acidente marítimo grave na ligação entre as duas ilhas. Há cerca de dois anos, o navio "Ferro-Ferro" desapareceu com pelo menos 12 passageiros e tripulantes, não se sabendo até hoje exatamente o que aconteceu. Há cerca de dois meses, uma outra embarcação ficou à deriva no alto mar durante cerca de cinco horas, por falta de combustível, com mais de 51 passageiros a bordo.

Lusa


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