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Donald Trump quer comprar a Gronelândia à Dinamarca
Mundo 2 min. 16.08.2019

Donald Trump quer comprar a Gronelândia à Dinamarca

Donald Trump quer comprar a Gronelândia à Dinamarca

Foto: AFP
Mundo 2 min. 16.08.2019

Donald Trump quer comprar a Gronelândia à Dinamarca

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Não é a primeira vez que um Presidente americano expressa vontade de comprar este território. E não é a primeira vez que os EUA crescem assim. No século XVII, os Estados Unidos compraram o Alasca à Rússia czarista pelo preço que hoje tem uma casa grande, com um certo luxo, aqui no Luxemburgo.

Donald Trump voltou a surpreender - ou nem por isso - quando anunciou esta quinta-feira, 15, que "tem interesse" em comprar a Gronelândia à Dinamarca e que pediu à sua equipa para estudar esta possibilidade. 

A novidade foi dada, em exclusivo, ao Wall Street Journal, que escreveu ainda que a ideia foi recebida na Dinamarca com "com diferentes graus de seriedade". 

Por mais estranho que possa parecer, Trump não foi o primeiro a pensar nesta compra. O ex-presidente Harry Truman já o tinha feito, em 1946, quando ofereceu à Dinamarca 100 milhões de dólares (89 milhões de euros) pelo território insular. O negócio não chegou a ir para a frente. 

Esta ilha é importante para os Estados Unidos. No noroeste, há uma base militar americana com 600 funcionários e funciona, sobretudo, como sistema de radar global.  

Gronelândia
Gronelândia
Foto: Shutterstock

Com uma população de cerca de 56.000 habitantes, a Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca, e enquanto o seu governo decide sobre a maioria dos assuntos internos, a política externa e de segurança é tratada por Copenhaga. 

Trump vai fazer a sua primeira visita ao reino dinamarquês já no início do próximo mês, embora esta esteja agendada há algum tempo e, ao que tudo indica, não tem a ver com a transação. 

Quando a possível compra foi divulgada, alguns políticos fizeram questão de marcar uma posição contrária. "Se é verdade que Trump está a pensar nisso, é um sinal claro de que enlouqueceu. Devo dizer que a ideia de a Dinamarca vender 50 000 cidadãos aos Estados Unidos é uma verdadeira loucura", respondeu Søren Espersen, porta-voz dos Negócios Estrangeiros do Partido Popular Dinamarquês, a terceira força parlamentar. 

O seu homólogo do Partido Social Liberal - quarta força na Câmara e aliado do Governo social-democrata - Martin Lidegaard, esperava que isto fosse uma "piada", caso contrário seria uma ideia "terrível" que significaria uma perda de autonomia para os gronelandeses e uma possível militarização da ilha. 

Aaja Chemnitz Larsen, uma das duas deputadas da Gronelândia no Parlamento dinamarquês, afirmou que esta "não se trata de uma mercadoria que possa ser vendida".

Quando o Alasca foi comprado à Rússia

Foto: Shutterstock

A compra de territórios não é inédita para os Estados Unidos. A 30 de março de 1867, os Estados Unidos chegaram a um acordo para comprar o Alasca à Rússia por um preço de 7,2 milhões de dólares (7,4 milhões de euros). 

O Tratado com a Rússia foi negociado e assinado por William Seward,  Secretário de Estado, e William Seward e  Edouard de Stoeckl, ministro russo. O Alasca tornou-se o 49º estado dos EUA a 3 de Janeiro de 1959. 

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