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Donald Trump enfrenta pedido de destituição
Mundo 3 min. 25.09.2019 Do nosso arquivo online

Donald Trump enfrenta pedido de destituição

Donald Trump enfrenta pedido de destituição

Foto: AFP
Mundo 3 min. 25.09.2019 Do nosso arquivo online

Donald Trump enfrenta pedido de destituição

Trump arrisca-se a ser o primeiro presidente dos EUA a ser destituido. Em causa as pressões do magnata norte-americano ao homólogo ucraniano para investigar os negócios de Joe Biden, potencial adversário nas eleições de 2020.

Debaixo de fogo, o presidente norte-americano acusa a oposição de promover uma “caça às bruxas” e já se comprometeu a tornar pública a transcrição do telefonema que espoletou a abertura do processo de destituição que, no limite, pode afastá-lo da Casa Branca. 

“Estou na Assembleia das Nações Unidas em representação do país, mas autorizei a publicação da transcrição completa, não editada, da minha conversa telefónica com o presidente Zelenksy da Ucrânia”, escreveu no Twitter.  

Donald Trump é suspeito de ter feito depender o desbloqueio do apoio financeiro norte-americano à Ucrânia da abertura de uma investigação de Kiev ao filho do democrata que é apontado como potencial adversário nas eleições do próximo ano, Joe Biden.  

O Wall Street Journal diz que o presidente norte-americano insistiu pelo menos oito vezes na abertura do inquérito sobre a atuação de Hunter Biden na direção de uma empresa de gás com sede no país. O New York Times acrescenta que a própria atuação de Joe Biden enquanto vice presidente dos EUA de Barack Obama pode estar na mira das investigações.   

O telefonema que motivou o terramoto político aconteceu a 25 de julho. Dias antes, os EUA congelaram os 363 milhões euros do pacote de ajuda militar esperada pelo governo de Kiev para reforçar os combates, no leste do país, contra os separatistas pró-russos. A verba foi libertada a 12 de setembro. O compasso de espera deu certezas aos democratas que acusam Trump de usar a cadeira presidencial e o orçamento do país para obter benefício políticos.   

Esta terça-feira a líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, confirmou formalmente a abertura do processo de impeachment a Donald Trump. Alega que “ninguém está acima da lei”e acusa o chefe de estado de trair “o juramento de posse, a segurança nacional e a integridade das eleições”.  

Até agora, os democratas têm resistido a desencadear o impeachment. A tentativa de interferência na justiça de Kiev para, alegadamente prejudicar o adversário político, foi a gota de àgua. 24 horas antes do anúncio de Nacy Pelosi, sete democratas deram o pontapé de saída num artigo publicado, na segunda-feira, no The Washington Post para denunciar "uma flagrante e inaceitável violação da lei". 

Moroso e complexo, o processo pode não dar em nada. Apesar da maioria na Câmara dos Representantes, os democratas têm de aprovar as acusações com uma maioria simples, antes do pedido chegar ao Senado, controlado maioritariamente pelos republicanos.  

 Cabe precisamente ai Senado julgar o Presidente , necessitando de uma maioria de dois terços para que este seja efectivamente afastado do cargo, num cenário que, as contas de bastidores, mostram improvável.

Se cair, Trump torna-se no primeiro presidente dos EUA afastado através do processo de destituição. Richard Nixon demitiu-se em 1974 perante a iminência de um inquérito motivado pelo caso Watergate. Bill Clinton, em 1998, e Andrew Johnson, em 1868, foram alvo de processos de impeachment que foram aprovados no Congresso mas que naufragaram no Senado.  


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