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Diretor de Saúde diz que “ainda é muito cedo” para Cabo Verde afrouxar medidas
Mundo 3 min. 28.01.2022
Pandemia

Diretor de Saúde diz que “ainda é muito cedo” para Cabo Verde afrouxar medidas

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Diretor de Saúde diz que “ainda é muito cedo” para Cabo Verde afrouxar medidas

Foto: Pierre Matge
Mundo 3 min. 28.01.2022
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Diretor de Saúde diz que “ainda é muito cedo” para Cabo Verde afrouxar medidas

Lusa
Lusa
Em 21 de janeiro, o Governo cabo-verdiano prorrogou por mais 30 dias a situação de contingência no país, face à evolução da pandemia.

O diretor nacional de Saúde de Cabo Verde disse hoje que “ainda é muito cedo” para o país voltar a afrouxar as medidas de combate à covid-19, entendendo que é preciso consolidar a situação de diminuição de casos.

“Penso que ainda é muito cedo para pensarmos [em afrouxar as medidas]. Precisamos que a situação se consolide, analisar bem as tendências, até porque ainda lá fora a situação não está controlada, sobretudo na Europa, com que nós temos uma grande ligação”, disse Jorge Noel Barreto, quando questionado à margem de um evento na cidade da Praia.

Cabo Verde regressou no final de dezembro à situação de contingência face ao aumento de casos de covid-19, que nos dias seguintes registaram recordes diários de novos infetados, superior a mil casos por dia, com o máximo de 1.469 em 07 de janeiro.

Em 21 de janeiro, o Governo cabo-verdiano prorrogou por mais 30 dias a situação de contingência no país, face à evolução da pandemia.

Esta situação levou o Governo a apertar as regras, desde logo com a proibição de festas de passagem de ano na rua ou limitando as festas privadas, além do regresso ao uso obrigatório de máscaras na via pública.

O executivo anunciou depois também a suspensão de todas as festas públicas e privadas de Carnaval em Cabo Verde.

Mas há vários dias que o número de novos casos tem oscilado numa média de 70 por dia e os casos ativos reduziram-se significativamente, tendo neste momento 659 pessoas infetadas em todo o país.

Na segunda-feira, o diretor nacional de Saúde revelou que Cabo Verde melhorou em todos os indicadores relativamente aos 14 dias anteriores, mas as taxas continuavam superiores ao desejado.

Taxa de incidência acumulada é de 891 casos por 100 mil habitantes  

No período em análise, Jorge Barreto informou que o país registou uma taxa de positividade de 25,4%, mas ainda “muito acima” do considerado desejado, que é inferior a 4%.

Já a taxa de transmissibilidade (RT) foi de 0,43%, indicando uma “situação de melhoria” em termos do número de novos casos de infeção pelo novo coronavírus, comparativamente aos finais de 2021 e início deste ano.

Por sua vez, a taxa de incidência acumulada foi de 891 casos por 100 mil habitantes, enquanto no mesmo período anterior foi de 1.990 por 100 mil habitantes.

“Ainda nós temos que ter muita cautela, mas vamos continuar a analisar a evolução e, provavelmente, o Governo terá todos os elementos para poder tomar a melhor decisão em relação às medidas de proteção civil”, reforçou hoje o diretor nacional de Saúde.

Desde o início da pandemia, Cabo Verde já registou um total de 55.595 casos positivos acumulados, dos quais 54.497 foram dados como recuperados e há 393 óbitos.

A covid-19 provocou mais de 5,63 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A nova variante Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

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