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Direitos Humanos. Justiça chilena aceita denúncia contra o Presidente
Mundo 08.11.2019

Direitos Humanos. Justiça chilena aceita denúncia contra o Presidente

Direitos Humanos. Justiça chilena aceita denúncia contra o Presidente

Jose Francisco Zuñiga/Agencia U
Mundo 08.11.2019

Direitos Humanos. Justiça chilena aceita denúncia contra o Presidente

Sebastián Piñera está acusado de crimes contra a humanidade durante os protestos que fizeram pelo menos 20 mortos no país. Os militares vão responder por homicídio, tortura e abuso sexual.

Um tribunal de Santiago do Chile acatou a denúncia contra o presidente chileno, Sebastián Piñera acusado de ser o responsável pelos crimes contra a humanidade cometidos durante os protestos que há mais de três semanas tomaram conta das ruas do país e fizeram, pelo menos, 20 mortos. 

A denúncia foi encaminhada para o tribunal da capital, na quarta-feira, por 16 advogados ligados a organizações de defesa dos direitos humanos, segundo a imprensa local. 

"Admite-se a tramitação da denúncia apresentada e remete-se para ao Ministério Público para que se inicie uma investigação", lê-se no despacho assinado pelo juíz Patricio Álvarez. 

Além do Presidente do Chile, os advogados denunciam polícias e militares pela prática de nove crimes, entre os quais homicídio, tortura e abuso sexual. O ex-ministro da Administração Interna Andrés Chadwick e o chefe da polícia Mario Rozas também são visados.  

Na denúncia acusam o Piñera pela "responsabilidade que lhe cabe, na qualidade de autor como chefe de Estado, e contra todos os responsáveis como autores ou que tenham encoberto e/ou sejam cúmplices de crimes contra a humanidade". 

O Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) chileno contabilizam, entre 18 de outubro e 6 de novembro, perto de 1800 feridos, 5 mil detidos e 20 mortos.  

Entretanto, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, a também chilena e ex presidente do país Michelle Bachelet, enviou uma delegação ao país para investigar as acusações de violência policial. 

O Ministério Público já informou que vai avançar com uma queixa formal contra 14 elementos das forças de segurança por tortura contra duas pessoas, uma delas menor de idade. Já foi detido outro militar acusado de disparar e ferir dois estudantes. 

O governo ainda não se pronunciou sobre nenhuma das acusações nem processos já em curso.