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Direita em Espanha quer proibir partidos independentistas
Mundo 2 min. 08.11.2019

Direita em Espanha quer proibir partidos independentistas

Direita em Espanha quer proibir partidos independentistas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 08.11.2019

Direita em Espanha quer proibir partidos independentistas

No penúltimo dia da campanha eleitoral, a extrema-direita espanhola consegue apoio da maioria no parlamento regional de Madrid para exigir ilegalização dos partidos independentistas.

No derradeiro dia de campanha, os diferentes partidos queimam os últimos cartuchos antes das eleições legislativas que se realizam em Espanha este domingo. Com a Catalunha a dominar as atenções da maioria das candidaturas, a extrema-direita conseguiu na quinta-feira impor a sua agenda sobre PP e Ciudadanos e aprovar no parlamento regional de Madrid uma resolução que insta o governo espanhol a “proibir imediatamente” os partidos independentistas “que atentam contra a unidade da nação”.  Ainda que seja apenas uma iniciativa simbólica, demonstra o peso que a questão catalã assume na hora da caça ao voto dentro da agenda eleitoral da maioria das formações políticas. 

Apesar dos votos contra do PSOE, do Mais Madrid e do Unidas Podemos, Pedro Sánchez, líder do governo em funções, prometeu há poucos dias numa entrevista à Rádio Nacional de Espanha que conseguiria trazer o ex-presidente catalão, Carles Puigdemont, no exílio na Bélgica, à barra dos tribunais. Quando questionado sobre como faria para efetivar a extradição, Pedro Sánchez, candidato pelo PSOE, deu a entender que o seu governo controlava o Ministério Público, declarações que receberam protestos de várias associações de procuradores obrigando-o a recuar e a afirmar que tinha errado no que dissera devido ao cansaço.

A verdade é que numa sociedade cada vez mais polarizada entre independentistas de várias regiões e os que se sentem espanhóis, diversas sondagens dão uma subida galopante do Vox, partido de extrema-direita. Na assembleia regional de Madrid, este partido de extrema-direita conseguiu o impensável, que o PP e o Ciudadanos apoiassem a sua linha dura que exige a proibição do independentismo. 

Apesar de haver sinais de turbulência económica na Europa e em Espanha, uma possível crise nunca fez parte do debate entre os vários partidos. O país tem uma dívida pública, privada e externa muito elevada, um dos maiores défices públicos da Europa e a segunda maior taxa de desemprego da União Europeia, depois da Grécia. Um Brexit sem acordo, uma queda no comércio internacional devido às políticas protecionistas e uma eventual crise no setor automóvel seriam prejudiciais à economia espanhola. Com os últimos dados oficiais a mostrarem uma desaceleração da economia e o crescimento do desemprego, a Catalunha continua a dominar os discursos dos partidos. 

Num cenário em que as sondagens antecipam um desastre eleitoral para o Ciudadanos, partido conservador com poucos anos de vida que cresceu exponencialmente depois das sucessivas notícias de escândalos de corrupção dentro do PP, o Vox parece ganhar cada vez mais força. Na quinta-feira, Pablo Casado, líder do PP, participou num comício com 1200 pessoas em Valência quando Santiago Abascal, do Vox, juntou mais de 6 mil apoiantes. Nalgumas zonas de Espanha, sobretudo no sul, de acordo com as sondagens, o Vox pode ultrapassar o PP.

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