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Diplomatas juntam-se a milhares de palestinianos em protesto contra o plano de anexação israelita
Mundo 3 min. 23.06.2020 Do nosso arquivo online

Diplomatas juntam-se a milhares de palestinianos em protesto contra o plano de anexação israelita

Diplomatas juntam-se a milhares de palestinianos em protesto contra o plano de anexação israelita

Foto: Reuters
Mundo 3 min. 23.06.2020 Do nosso arquivo online

Diplomatas juntam-se a milhares de palestinianos em protesto contra o plano de anexação israelita

Redação
Redação
Aos palestinianos, juntaram-se dezenas de diplomatas estrangeiros que participaram nos protestos em Jericó, incluindo um enviado da ONU que sublinha que a anexação prevista pelos Israelitas e apoiada por Donald Trump vai contra o direito internacional.

Milhares de palestinianos juntaram-se, esta segunda-feira, em Jericó para protestar contra o plano unilateral de Israel que pretende anexar grandes faixas da Cisjordânia ocupada e do Vale do Jordão. 

Nos protestos estiveram também dezenas de diplomatas estrangeiros, incluindo o enviado de paz das Nações Unidas para o Médio Oriente, Nickolay Mladenov, e o representante da União Europeia, Sven Kuehn von Burgsdorff. Segundo a Aljazeera, também estiveram presentes no comício diplomatas britânicos, chineses, russos, japoneses e jordanos. 

Segundo a correspondente da Al Jazeera, Nida Ibrahim, "os palestinianos esperam que, ao fazerem encontros como este, pressionem a comunidade internacional". "Querem que os diplomatas estrangeiros falem aos seus países para pressionar Israel a não avançar com o seu plano", relatou a partir do comício de Jericó. "Eles querem que estes países digam a Israel que vão impor sanções". 


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Israel prometeu anexar colonatos judeus construídos ilegalmente, assim como o Vale do Jordão, medidas que foram pormenorizadas num plano controverso apresentado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, em janeiro deste ano."Esta evolução poderá significar o fim do processo de paz há muito tempo instalado, tornando praticamente impossível a criação de um Estado palestiniano viável", escreve a Aljazeera. 

O plano de Trump prevê a eventual criação de um Estado palestiniano sobre a restante manta de retalhos de partes desarticuladas dos territórios palestinianos sem incluir Jerusalém Oriental ocupada, que os palestinianos querem como capital do seu Estado. 

Os palestinianos rejeitaram o plano Trump, no entanto isso não impediu que o Governo israelita de Benjamin Netanyahu afirmasse que planeia iniciar o processo de anexação a partir de 1 de julho. 

Nos protestos que decorreram em Jericó, Mladenov afirmou que, se o plano de anexação apoiado pelos EUA prosseguisse, este poderá "destruir" a paz e o estatuto de Estado palestiniano. "A ONU acredita que a anexação vai contra o direito internacional", afirmou Mladenov, reiterando a posição há muito defendida pelo organismo mundial. "Se isso acontecer, pode matar a própria ideia de que a paz e o Estado para o povo palestiniano podem ser alcançados através de negociações", acrescentou. 

 Mladenov instou os palestinianos a oporem-se ao plano israelita por meios pacíficos. "Povo palestiniano não desesperem... não se afastem do caminho da não-violência", disse Mladenov. "Não estão a arrendar uma casa, esta é a vossa casa". Não percam de vista o objetivo de um Estado palestiniano livre... vizinho de Israel".

Von Burgsdorff afirmou, segundo a Aljazeera, que as medidas tomadas no sentido da anexação não passariam despercebidas, acrescentando que a UE, que também rejeitou o plano Trump, continuaria a apoiar um processo de negociação para a solução de dois Estados como única forma de satisfazer as aspirações de ambas as partes, segundo a agência noticiosa palestiniana Wafa.

"As questões pendentes relativas ao estatuto final devem ser decididas através de negociações diretas entre ambas as partes, o que inclui nomeadamente as questões relacionadas com as fronteiras, o estatuto de Jerusalém, as questões dos refugiados e, evidentemente, a segurança", afirmou o eurodeputado. O evento foi realizado apesar de aglomerados de pessoas terem sido proibidas devido ao surto de infecções por coronavírus. 

O número de casos de coronavírus na Cisjordânia ocupada mais do que duplicou numa semana, tendo o Ministério da Saúde palestiniano comunicado esta segunda-feira, 142 novas infecções, o maior salto num único dia desde o início da pandemia. 

A Autoridade Palestiniana (AP) alertou para a possibilidade de uma eventual segunda vaga de infecções poder ser pior do que a primeira. 

No entanto, a Aljazeera informou que os funcionários da AP permitiram a realização de encontros contra a anexação prevista, devido à importância da questão, estando previstos mais eventos nos próximos dias e semanas. 

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