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Dezenas de manifestantes no Iraque atingidos por disparos de armas de caça
Mundo 17.02.2020

Dezenas de manifestantes no Iraque atingidos por disparos de armas de caça

Dezenas de manifestantes no Iraque atingidos por disparos de armas de caça

Ameer Al Mohammedaw/dpa
Mundo 17.02.2020

Dezenas de manifestantes no Iraque atingidos por disparos de armas de caça

Lusa
Lusa
Só nos últimos três dias, cerca de 50 pessoas ficaram feridas durante os protestos contra o governo em Bagdad.

A Missão das Nações Unidas no Iraque (UNAMI) denunciou, esta segunda-feira, o uso de armas de caça e de pistolas de pressão de ar contra manifestantes antigovernamentais que causaram meia centena de feridos nos últimos três dias.

Em comunicado, a UNAMI indica que tem recebido "acusações credíveis" sobre disparos de armas de caça contra grupos de manifestantes pacíficos na estrada entre a Praça Tahrir e a Praça Al Julani, em Bagdad, onde se registaram violentos confrontos em outubro do ano passado.

A missão da ONU refere que, nos últimos três dias, pelo menos 50 pessoas ficaram feridas no centro de Bagdad na sequência de disparos de armas de caça e de pistolas de pressão de ar.

Na cidade de Kerbala, a sul da capital, o uso do mesmo tipo de armas fez cerca de 150 feridos durante o mês de janeiro.

O mesmo documento das Nações Unidas sublinha que "elementos das forças de segurança" também foram alvo de armas de caça, em Bagdad, sobretudo nos últimos três dias.

"Os métodos são utilizados por grupos armados, identificados de forma ambígua, e com lealdades incertas", disse a enviada especial da ONU no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, acrescentando que se tem verificado "um elevado número de vítimas durante os protestos".

A ONU e diferentes organizações não-governamentais locais e internacionais têm denunciado que grupos "desconhecidos" têm atacado de forma sistemática os manifestantes que protestam nas ruas de várias cidades do Iraque desde 2019.

Os manifestantes exigem o fim da corrupção e do governo que consideram sectário assim como pedem a melhoria dos serviços públicos.

O Executivo iraquiano em funções e o novo primeiro-ministro designado, Mohammed Allawi, prometeram investigar os incidentes que ocorrem durante as manifestações e que já fizeram mais de 550 mortos de acordo com a Comissão de Direitos do Homem do Iraque.


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