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Destruição de rede energética ucraniana é "colossal"
Mundo 22.11.2022
Guerra na Ucrânia

Destruição de rede energética ucraniana é "colossal"

Eletricistas ucranianos arranjam uma linha elétrica danificada nos arredores de Kherson, a 19 de novembro.
Guerra na Ucrânia

Destruição de rede energética ucraniana é "colossal"

Eletricistas ucranianos arranjam uma linha elétrica danificada nos arredores de Kherson, a 19 de novembro.
Foto: Ihor TKACHOV/AFP
Mundo 22.11.2022
Guerra na Ucrânia

Destruição de rede energética ucraniana é "colossal"

Lusa
Lusa
O CEO da empresa estatal de distribuição de eletricidade disse, esta terça-feira, que todas as grandes instalações "já foram atingidas por explosões".

O nível de destruição da rede energética da Ucrânia é "colossal" e praticamente não há centrais térmicas e hidroelétricas no país que não tenham sido atacadas, denunciou a administração da empresa estatal de eletricidade.


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"Para que se entenda a escala desses bombardeamentos, toda a geração térmica e hidroelétrica, se falarmos de grandes estações, foi danificada por ataques de mísseis", disse Volodymyr Kudritski, CEO da Ukrenergo, a empresa estatal de distribuição de eletricidade.

Kudritski acrescentou que, após seis ataques à infraestrutura energética do país pela Rússia, "praticamente não há centrais térmicas e hidroelétricas intactas na Ucrânia".

População deve preparar-se para "apagões longos"

O administrador da empresa estatal explicou que quase não há subestações nodais da Ukrenergo intactas, referindo que todas as grandes instalações "já foram atingidas por explosões, e algumas delas por várias vezes".

Kudritski insistiu na necessidade de os cidadãos se prepararem para possíveis cortes de energia, mas insistiu em tratar os apagões como um procedimento técnico.


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“Um apagão não é o fim do mundo. É o desligamento total ou substancial do sistema elétrico, após o qual o serviço é retomado”, explicou o responsável da Ukrenergo.

"Temos de estar preparados para alguns apagões longos, que excederão quatro horas. Em alguns casos, como após o mais recente ataque, durou até um dia ou mais, em algumas regiões", concluiu Kudritski.

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