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Destituição de Donald Trump já chegou ao Senado
Mundo 15.01.2020 Do nosso arquivo online

Destituição de Donald Trump já chegou ao Senado

Destituição de Donald Trump já chegou ao Senado

AFP
Mundo 15.01.2020 Do nosso arquivo online

Destituição de Donald Trump já chegou ao Senado

O processo arranca já na quinta-feira. Os Democratas já avisaram que vão aprovar, em peso, a destituição do presidente norte-americano.

A Câmara dos Representantes norte-americana vota, esta quarta-feira, o envio para o Senado dos dois artigos para destituição de Donald Trump, elegendo os promotores para o julgamento político do Presidente dos EUA, segundo fontes do partido Democrata.

A líder da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, anunciou que os Democratas estão prontos para aprovar, com a sua maioria, o envio dos dois artigos de destituição para o Senado, acusando Donald Trump de abuso de poder e de obstrução ao Congresso.

Os Democratas elegerão portanto os representantes que servem de promotores no processo de ‘impeachment’, para que o julgamento político de Donald Trump possa ser iniciado no Senado.

Uma vez aprovado o envio dos dois artigos, o processo de destituição deverá começar a ser julgado no Senado no próximo dia 21, disse terça-feira à imprensa o líder da maioria Republicana, Mitch McConnell.

Donald Trump é acusado de ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, para investigar a atividade do filho do seu adversário político, Joe Biden, junto de uma empresa ucraniana envolvida num caso de corrupção, num gesto que a Câmara de Representantes diz constituir um ato de abuso de poder, bem como de ter tentado obstruir a averiguação destes factos por parte do Congresso.

Em 18 de dezembro, a maioria Democrata na Câmara de Representantes aprovou dois artigos de destituição com base nestas acusações, tornando Donald Trump o terceiro Presidente norte-americano a ficar sujeito a um processo de ‘impeachment’.

Os democratas têm adiado o processo, mas Trump será agora julgado politicamente no Senado, onde será preciso uma maioria de 2/3 dos votos para levar à sua remoção do cargo de Presidente, um cenário improvável perante o controlo pelos Republicanos da câmara alta do Congresso.

Os Democratas pedem que haja novas testemunhas no julgamento político, incluindo o ex-conselheiro de segurança nacional, John Bolton, que já se mostrou disponível para depor no Senado, e o chefe de gabinete de Trump, Mick Mulvaney.

Contudo, Mitch McConnell, já disse que se recusa a aceitar novas testemunhas no processo, que pretende seja resolvido de forma rápida, pedindo a união dos senadores do seu partido para agilizarem a rejeição dos artigos de destituição.


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