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Descoberto passaporte sírio no cadáver de um dos atacantes
Mundo 14.11.2015 Do nosso arquivo online
Paris/Atentados

Descoberto passaporte sírio no cadáver de um dos atacantes

Paris/Atentados

Descoberto passaporte sírio no cadáver de um dos atacantes

Foto: AFP
Mundo 14.11.2015 Do nosso arquivo online
Paris/Atentados

Descoberto passaporte sírio no cadáver de um dos atacantes

A polícia francesa encontrou um passaporte sírio perto do cadáver de um dos atacantes envolvidos nos atentados de sexta-feira à noite em Paris, informaram fontes policiais citadas por agências internacionais.

A polícia francesa encontrou um passaporte sírio perto do cadáver de um dos atacantes envolvidos nos atentados de sexta-feira à noite em Paris, informaram fontes policiais citadas por agências internacionais.

Uma das fontes precisou que o passaporte foi encontrado por investigadores que analisavam a sala de espetáculos de Bataclan, onde morreram pelo menos 82 pessoas.

A “pista síria” é uma das hipóteses de trabalho dos investigadores, segundo as fontes, que estão a verificar todos os elementos com serviços de informações de outros países, designadamente europeus.

Uma fonte policial tinha dito hoje de manhã à agência France Presse que os bombistas suicidas eram aparentemente “experimentados e bem treinados”, enquanto testemunhas dos ataques os  descreveram como “muito jovens e seguros de si”.

A possibilidade de terem treinado e eventualmente passado algum tempo em zonas dominadas por ‘jihadistas’, nomeadamente na Síria, colocou-se “rapidamente” aos investigadores, segundo fontes policiais citadas pela agência.

Na sala de concertos Bataclan, um dos alvos dos ataques de sexta-feira em Paris, os autores invocaram a intervenção francesa na Síria para justificar a sua ação, segundo vários testemunhos recolhidos pela AFP e pelo jornal Libération.

“Ouvi os reféns dizerem claramente ‘A culpa é de Hollande. A culpa é do vosso Presidente. Ele não devia intervir na Síria'. Eles também falaram do Iraque”, afirmou uma destas testemunhas, que se encontrava na sala de espetáculos do Bataclan, onde dezenas de pessoas foram mortas.

Pelo menos 127 pessoas morreram e 180 ficaram feridas, 80 das quais em estado grave, em seis atentados perpetrados em Paris na sexta-feira à noite, segundo fontes policiais francesas.

Oito terroristas, sete deles bombistas suicidas armados com cintos de explosivos, morreram nos ataques, segundo as mesmas fontes.

França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

Os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, que controla vastas áreas na Síria e no Iraque.

(Lusa)


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