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Delors pede aos líderes europeus plano para salvar a Grécia
Mundo 05.07.2015

Delors pede aos líderes europeus plano para salvar a Grécia

Delors pede aos líderes europeus plano para salvar a Grécia

Mundo 05.07.2015

Delors pede aos líderes europeus plano para salvar a Grécia

O antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors apelou hoje aos líderes europeus para fazerem todos os possíveis para salvar a Grécia, incluindo uma análise ao peso da dívida do país.

O antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors apelou hoje aos líderes europeus para fazerem todos os possíveis para salvar a Grécia, incluindo uma análise ao peso da dívida do país. 

Num artigo de opinião publicado hoje no diário francês Le Monde, coassinado pelos antigos comissários europeus António Vitorino e Pascal Lamy, Jacques Delors, considerado um dos principais atores do aprofundamento da integração europeia, sublinha a necessidade de “honrar a cooperação e a solidariedade” na União Europeia (UE). 

O político socialista francês, que nos três mandatos cumpridos à frente da Comissão Europeia (1985-1995) foi nomeadamente responsável pelas reformas que permitiram criar a União Económica e Monetária, propõe um plano de resgate da Grécia com três vertentes. 

“Em primeiro lugar, uma ajuda financeira razoável que permita à Grécia restaurar a sua solvência a curto prazo. A seguir, uma mobilização dos instrumentos da UE para reanimar a economia helénica e fazê-la regressar ao crescimento (…). Finalmente, colocar rapidamente na agenda a análise do peso da dívida grega e das dívidas dos outros ‘países sob-programa’”, escreveu. 

“Só um plano global assim pode abrir perspetivas de esperança e de mobilização para o povo grego e as suas autoridades e, dessa forma, comprometê-los com o esforço de reconstrução de que o país precisa e de que a UE beneficiará”, acrescentou. 

Delors, Lamy e Vitorino sublinham no texto que “o problema da Grécia não é apenas nacional” porque “tem e terá efeitos em toda a Europa”, pelo que a questão não se limita “a medir as consequências económicas e financeiras”, mas de “perceber a evolução da Grécia numa perspetiva geopolítica, como um problema europeu”.  


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