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Delegação afegã vai à Noruega para discutir crise humanitária
Mundo 2 min. 21.01.2022
Afeganistão

Delegação afegã vai à Noruega para discutir crise humanitária

Membros do regime taliban de vigia em Cabul.
Afeganistão

Delegação afegã vai à Noruega para discutir crise humanitária

Membros do regime taliban de vigia em Cabul.
AFP
Mundo 2 min. 21.01.2022
Afeganistão

Delegação afegã vai à Noruega para discutir crise humanitária

AFP
AFP
A situação humanitária no Afeganistão tomou um rumo dramático desde agosto de 2021, quando os Taliban voltaram ao poder, após 20 anos.

Uma delegação do Governo taliban vai estar em Oslo, Noruega, de 23 a 25 de janeiro para conversações com representantes das autoridades norueguesas e outros países aliados, bem como com membros da sociedade civil afegã. O Ministério dos Negócios Estrangeiros norueguês confirmou que os EUA, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e a UE estariam representados. 

O objetivo do encontro é intervir de forma concreta na crise que se instalou no país. "Estamos extremamente preocupados com a grave situação humanitária no Afeganistão, onde milhões de pessoas estão a enfrentar uma catástrofe humanitária em grande escala", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros norueguesa, Anniken Huitfeldt, citada pela AFP. "Para poder ajudar a população civil no Afeganistão, é essencial que tanto a comunidade internacional como os cidadãos afegãos se empenhem num diálogo com os taliban", acrescentou. 

A situação humanitária no Afeganistão tomou um rumo dramático desde agosto de 2021, quando os Taliban voltaram ao poder, após 20 anos.

A ajuda internacional, que financiava quase 80% do orçamento afegão, parou subitamente, e os Estados Unidos congelaram também 9,5 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros) em ativos do banco central afegão, tornando a situação insustentável.  


Mulheres protestam em Cabul.
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A fome ameaça agora 23 milhões de afegãos, ou 55% da população, segundo a ONU, que precisa de 4,4 mil milhões de dólares este ano para fazer frente a esta crise. 

Salientando que a Noruega seria "clara" quanto às suas expetativas, particularmente em relação à educação das raparigas e aos direitos humanos, a ministra disse ainda que as reuniões planeadas "não constituem legitimação ou reconhecimento dos Taliban".  No entanto, "temos de falar com as autoridades que estão de facto a gerir o país. Não podemos deixar que a situação política conduza a uma catástrofe humanitária ainda maior", garantiu. 

Enquanto a União Europeia anunciou na quinta-feira que iria restabelecer uma "presença mínima" em Cabul para facilitar a entrega de ajuda humanitária ao Afeganistão, nenhum país reconheceu ainda o governo talibã. 

Depois de participar na operação internacional Enduring Freedom que os expulsou do poder em 2001, a Noruega, que está habituada à mediação, mantém há vários anos um diálogo com os Talibãs. 


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