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"Deixe os nossos trabalhadores fora disto", responde diretor do Twitter a Trump
Mundo 28.05.2020

"Deixe os nossos trabalhadores fora disto", responde diretor do Twitter a Trump

"Deixe os nossos trabalhadores fora disto", responde diretor do Twitter a Trump

Foto: AFP
Mundo 28.05.2020

"Deixe os nossos trabalhadores fora disto", responde diretor do Twitter a Trump

Apesar das ameaças do presidente norte-americano, Jack Dorsey reafirmou o empenho da sua plataforma na verificação da veracidade das informações relacionadas com as eleições naquele país.

O co-fundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, respondeu na quarta-feira às acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a rede social, reafirmando o empenho da sua empresa na verificação de informações relacionadas com as eleições.  

"Vamos continuar a assinalar informações incorretas ou controversas sobre as eleições em todo o mundo. E vamos admitir e aceitar quaisquer erros que cometermos", escreveu Dorsey na sua conta.

O diretor do Twitter assumiu a responsabilidade pelo controverso serviço de verificação de factos que a plataforma utilizou para contestar as alegações de fraude eleitoral de Trump. "Na verificação dos factos, em última análise, se há alguém responsável pelas nossas ações como empresa sou eu", afirmou noutro tweet, pedindo ao presidente para deixar os seus funcionários "fora disto". 

O co-fundador salientou igualmente a importância da ferramenta de verificação de dados da plataforma, que apresenta um ponto de exclamação azul sob a afixação na rede social e insta os leitores a obterem mais informações sobre a mesma. 

"A nossa intenção é ligar os pontos das declarações contraditórias e mostrar as informações em litígio para que as pessoas possam julgar por si próprias". Uma maior transparência da nossa parte é essencial para que as pessoas possam ver claramente a razão por detrás das nossas ações", afirmou. 

Por outro lado, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, discordou da decisão do Twitter. As declarações foram proferidas durante uma entrevista à Fox News, cuja versão integral será publicada nesta quinta-feira. O empresário norte-americano afirmou que as plataformas digitais privadas não devem agir como "árbitro da verdade". 

Neste aspecto, a rede social que fundou tem "uma política diferente" da do Twitter. "Acredito firmemente que o Facebook não deve ser o árbitro da verdade para tudo o que as pessoas dizem online", considerou Zuckerberg.

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