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Debandada no funeral de Soleimani deixa 40 mortos e mais de 200 feridos
Mundo 2 min. 07.01.2020 Do nosso arquivo online

Debandada no funeral de Soleimani deixa 40 mortos e mais de 200 feridos

Debandada no funeral de Soleimani deixa 40 mortos e mais de 200 feridos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 07.01.2020 Do nosso arquivo online

Debandada no funeral de Soleimani deixa 40 mortos e mais de 200 feridos

A debandada ocorreu em Kerman, onde dezenas de milhares de pessoas se concentraram esta terça-feira para as cerimónias fúnebres do general iraniano.

Pelo menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas numa debandada hoje no Irão durante o funeral do general Qassem Soleimani, morto na sexta-feira durante um ataque norte-americano em Bagdad, anunciou a televisão estatal iraniana.

Os primeiros números divulgados indicavam 35 mortos e 48 feridos. O novo balanço foi feito a partir das informações do chefe dos serviços médicos de emergência do Irão, Pirhossein Koulivand, que falou à televisão estatal iraniana.

“Infelizmente, como resultado da debandada, alguns de nossos compatriotas ficaram feridos e outros morreram durante as cerimónias fúnebres", declarou Koulivand, acresentando que 190 pessoas ficaram feridas no tumulto.

A debandada ocorreu na cidade natal do general, Kerman, onde dezenas de milhares de pessoas se concentraram esta terça-feira para as cerimónias fúnebres de Soleimani.

Os primeiros vídeos publicados na Internet mostram pessoas sem vida nas ruas e outras a gritar, tentando ajudar as vítimas da debandada.

O chefe dos serviços médicos de emergência do Irão, Pirhossein Koulivand, falou por telefone à televisão estatal iraniana e confirmou que o tumulto ocorreu em Kerman.

“Infelizmente, como resultado da debandada, alguns de nossos compatriotas ficaram feridos e outros morreram durante as cerimónias fúnebres", declarou Koulivand.

Os habitantes de Kerman afluíram hoje em massa ao centro da cidade iraniana, onde vai ser enterrado o general Qassem Soleimani.

Foto: AFP

Dezenas de milhares de pessoas, vestidas de preto, empunhavam imagens de Soleimani e exigiam vingança contra os Estados Unidos, aumentando drasticamente as tensões no Médio Oriente.

Na segunda-feira, a polícia iraniana disse que milhões de pessoas se concentraram em Teerão para prestar homenagem ao general e às restantes vítimas do ataque aéreo norte-americano em Bagdad.

O enterro do comandante da força de elite iraniana Al-Quds vai realizar-se no sul do Irão, numa cerimónia presidida pelo líder supremo iraniano, ‘ayatollah’ Ali Khamenei.


Protesters shout slogans against the United States and Israel as they hold posters with the image of top Iranian commander Qasem Soleimani, who was killed in a US airstrike in Iraq, and Iranian President Hassan Rouhani during a demonstration in the Kashmiri town of Magam on January 3, 2020. - Hundreds of people in Indian Kashmir staged "anti-American" demonstrations in the troubled territory on January 3 within hours of US forces killing a top Iranian commander. (Photo by Tauseef MUSTAFA / AFP)
Irão promete vingar morte de Soleimani
A sua morte “duplicou a determinação da nação iraniana e de outras nações livres da região de enfrentar a intimidação da América e de defender os valores islâmicos”, referiu o Presidente iraniano Hassan Rohani.

Qassem Soleimani morreu na sexta-feira num ataque aéreo contra o carro em que seguia, junto ao aeroporto internacional de Bagdade, ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No mesmo ataque morreu também o 'número dois' da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), além de outras oito pessoas.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e só terminou quando Donald Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O Irão prometeu vingança e anunciou no domingo que deixará de respeitar os limites impostos pelo tratado nuclear assinado em 2015 com os cinco países com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas — Rússia, França, Reino Unido, China e EUA — mais a Alemanha, e que visava restringir a capacidade iraniana de desenvolvimento de armas nucleares. Os Estados Unidos abandonaram o acordo em maio de 2018.


Video. Veja as imagens do ataque por drone que matou Soleimani
A TV iraquiana revelou o raide aéreo ordenado por Donald Trump e hoje o presidente do Irão já avisou que o país se irá vingar dos EUA.

No Iraque, o parlamento aprovou uma resolução em que pede ao Governo para rasgar o acordo com os EUA, estabelecido em 2016, no qual Washington se compromete a ajudar na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico e que justifica a presença de cerca de 5.200 militares norte-americanos no território iraquiano.

Lusa


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