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Da Líbia ao Irão, passando pela Rússia outros 8 aviões civis foram abatidos por militares
Mundo 3 min. 11.01.2020

Da Líbia ao Irão, passando pela Rússia outros 8 aviões civis foram abatidos por militares

Da Líbia ao Irão, passando pela Rússia outros 8 aviões civis foram abatidos por militares

Foto:AFP
Mundo 3 min. 11.01.2020

Da Líbia ao Irão, passando pela Rússia outros 8 aviões civis foram abatidos por militares

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
São largas centenas os civis mortos em ataques militares contra aviões comerciais. Recapitulamos os casos que fizeram estremecer o mundo.

A queda, "inadvertida", do avião ucraniano nos arredores da capital do Irão não é caso isolado na história da aviação civil. O Irão já assumiu a responsabilidade. O  Boeing 737-800 da Ucrânia International Airlines foi atingido por míssil disparado "por erro humano" pela Guarda Revolucionária do Irão. Não há sobreviventes entre a tripulação e os 167 passageiros. 82 eram iranianos, 57 nasceram no Canadá e 11 na Ucrânia. De resto, este não é o primeiro "acidente" a envolver ucranianos ou iranianos, muito menos militares. 

Ucrânia, 2014 - 298 mortos

O último caso envolveu um Boeing 777 da Malaysia Airlines, que tinha partido de Amesterdão, Holanda, e seguia para Kuala Lumpur, capital da Malásia. Foi atingido por míssil no Leste da Ucrânia, durante os confrontos violentos  entre as autoridades de Kiev e separatistas pró-russos. Tal como no caso recente ninguém saiu ileso. 283 passageiros e 15 tripulantes morreram. 80 eram crianças. De resto, este foi o acidente aéreo com mais vítimas mortais registado na última década. A investigação internacional atribuiu a culpa aos independentistas apoiados pela Rússia de Vladimir Putin. 

Somalia, 2007 - 11 mortos 

O avião era de carga, mas os civis entram para a estatística. 11 morreram na queda do Ilyushin II-76 que pertencia a uma companhia aérea bielorussa, abatido pouco depois da descolagem da capital da Somália, Mogadíscio. O avião transportava engenheiros e técnicos bielorussos que tinham viajado para o país para reparar outro avião atingido por um míssil duas semanas antes.

Mar Negro, 2001 - 78 mortos

Antes, os especialistas atribuiram aos militares ucranianos, a explosão de um voo da Siberian Airlines no Mar Negro, a sul do país, que matou 78 civis. A rota entre Telavive, Israel e Novosibirsk, na Rússia, foi abruptamente interrompida por uma explosão. O míssil foi disparado na península da Crimeia durante um exercício militar das tropas de Kiev. 

Geórgia, 1993 - 150 mortos

Num balanço não menos trágico, 150 pessoas morreram no espaço de uma semana, em setembro de 1993. Desta vez, não um mas dois aviões comerciais foram abatidos quando aterravam no aeroporto de Sukhumi, na república separatista georgiana da Abkházia, então palco de um violento conflito entre os independentistas e as autoridades centrais de Tbilisi. 

Irão, 1988 - 290 mortos 

Numa espécie de reverso da medalha, 290 pessoas morreram "por engano" num avião civil iraniano. O voo da Iran Air foi atingido por um navio de guerra norte-americano. O USS Vincennes estava em águas iranianas no momento do ataque e terá identificado incorrectamente o Airbus A300 como um F-14 de Teerão. Os Estados Unidos só assumiram a autoria do atentado quase vinte anos depois, com um empurrão do Tribunal Internacional de Justiça. Pagaram cerca de 100 milhões de euros e foram obrigados a apresentar a um pedido de desculpa oficial.  Mais tarde, premiaram o capitão do USS Vincennes, Will C Rogers, com a Legião do Mérito, pelo seu serviço como comandante.

União Soviética, 1983 - 269 mortos 

Além da intervenção rápida dos militares do Exército Vermelho, o erro do piloto que entrou em espaço aéreo restrito foi a "falha humana" que matou todos os 269 do Boeing 747, cinco anos antes. O avião da  Korean Air Lines desviou-se da rota original e foi abatido,   a oeste da Sacalina, no Extremo Oriente russo. A rota entre Nova Iorque e Seul foi interrompida. A investigação apontou o dedo o dedo à desatenção do piloto, a União Soviética escudou-se as limitações do espaço aéreo. 

Peninsula de Sinai, 1973 - 112 mortos 

Naquele que fica na história como o primeiro incidente a envolver militares e aviões comerciais, 112 passageiros morreram a bordo do Boing 727, abatido por Israel na década de 70, 4 sobreviveram. O avião da Aérea Árabe Líbia, voava de Tripoli para o Cairo e acabou atingido por caças israelitas. Israel diz que o avião se recusou a aterrar. Sobrevoava, na altura as instalações militares no Sinai. 

 


 

  


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