Escolha as suas informações

Covid-19. Vacina da AstraZeneca precisa afinal de um estudo adicional
Mundo 2 min. 26.11.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Vacina da AstraZeneca precisa afinal de um estudo adicional

Covid-19. Vacina da AstraZeneca precisa afinal de um estudo adicional

John Cairns/University Of Oxford
Mundo 2 min. 26.11.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Vacina da AstraZeneca precisa afinal de um estudo adicional

AFP
AFP
Um erro na investigação levou a farmacêutica a admitir ser preciso novos resultados, mas que isso não irá atrasar a aprovação pelos reguladores da UE.

A vacina contra a doença de Covid-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e pela Universidade de Oxford requer "um estudo adicional", anunciou quinta-feira o diretor-geral do grupo após críticas aos resultados anunciados. 

"Agora que descobrimos o que parece ser melhor eficácia, precisamos de a validar, por isso há necessidade de realizar um estudo adicional", disse Pascal Soriot numa entrevista com a agência Bloomberg. 

Os resultados deste novo estudo internacional "podem ser mais rápidos" de obter, "porque sabemos que a eficácia é elevada, e assim precisamos de um número menor de doentes", disse. 

 Para Pascal Soriot o trabalho adicional não deve atrasar a aprovação pelos reguladores na UE e no Reino Unido, mas a luz verde das autoridades dos EUA pode demorar mais tempo. 


Erro de fabrico levanta questões sobre testes com vacina da AstraZeneca/Oxford
A AstraZeneca e a Universidade de Oxford reconheceram na quarta-feira um erro de fabrico que está a levantar questões sobre os resultados preliminares e a eficácia da sua vacina experimental contra a covid-19.

Erro de dosagem obriga a mais investigação

De acordo com resultados provisórios de ensaios clínicos em larga escala no Reino Unido e no Brasil, o laboratório britânico anunciou na segunda-feira que a sua vacina era em média 70% eficaz. 

Contudo, por detrás deste resultado médio existem grandes diferenças entre dois protocolos diferentes: a eficácia é de 90% para voluntários que receberam primeiro meia dose e depois uma dose completa um mês depois, mas apenas 62% para outro grupo, que foi mais vacinado, com duas doses completas com um mês de intervalo. 

Embora a injeção de uma meia dose tenha sido dada aos voluntários devida a um erro, o que explica porque apenas 3.000 pacientes seguiram este protocolo, os resultados parecem mostrar que este primeiro regime conduz a uma melhor resposta imunitária. 

"É possível que uma dose inicial mais baixa possa resultar numa maior eficácia da vacina.", explicou a professora de imunologia Helen Fletcher da London School of Hygiene and Tropical Medicine. "É também possível que uma forte resposta imunitária à primeira vacina possa ter bloqueado a resposta imunitária à segunda injeção do mesmo vírus", acrescentou.


Covid-19. Há seis diferentes vacinas com destino ao Luxemburgo
O Grão-Ducador vai receber as primeiras vacinas em dezembro.

OMS aguarda novos resultados

O estudo adicional avaliará, portanto, a eficácia da vacina nesta dose mais baixa. "A OMS aguarda com expectativa a publicação completa dos dados Oxford/AstraZeneca", disse fonte da OMS à AFP.

"A revisão dos dados detalhados permitir-nos-á compreender melhor o desempenho da vacina", acrescentou fonte da OMS.

 O médico-chefe da Inglaterra, Chris Whitty, advertiu numa conferência de imprensa contra "conclusões prematuras" e exortou à paciência até que os dados completos fossem publicados. 

A vacina mais barata do mercado

A vacina da AstraZeneca tem a vantagem sobre a da Pfizer/BioNTech ou Moderna de utilizar tecnologia mais tradicional do que a dos concorrentes, tornando-a mais barata e mais fácil de armazenar. Ao contrário das concorrentes esta vacina pode ser mantida em frigoríficos domésticos enquanto as outras necessitam de temperaturas muito baixas no armazenamento.

A AstraZeneca aponta para uma produção prevista de 3 mil milhões de doses, que estará disponível em 2021. Já a Pfizer e a BioNTech anunciaram 1,3 mil milhões de doses até ao final de 2021. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas