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Covid-19. Áustria entra em confinamento e Reino Unido deve seguir exemplo
Mundo 3 min. 31.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Áustria entra em confinamento e Reino Unido deve seguir exemplo

Covid-19. Áustria entra em confinamento e Reino Unido deve seguir exemplo

Mateusz Slodkowski/SOPA Images v
Mundo 3 min. 31.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Áustria entra em confinamento e Reino Unido deve seguir exemplo

Redação
Redação
A partir de terça-feira Áustria entra em isolamento parcial. Boris Johnson prepara-se para anunciar restrições no dia em que país ultrapassou o milhão de infeções.

Áustria junta-se à Bélgica e França e regressa ao confinamento. Reino Unido deve seguir o exemplo. O Governo austríaco anunciou hoje novas medidas de combate à pandemia que incluem um recolher obrigatório noturno e o fecho de hotéis, restaurantes e organizações culturais e desportivas, face a números recorde de contágios nos últimos dias.

“Um segundo confinamento é aplicado a partir de terça-feira e até ao final de novembro”, afirmou o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, numa conferência de imprensa em Viena.

A medida central deste confinamento parcial é o recolher obrigatório, que vigorará entre as 20h00 e as 06h00, precisou.

Ursula Düren/dpa

Ensino à distância para o secundário

Escolas e creches, assim como lojas e cabeleireiros vão permanecer abertos, adiantou, mas as escolas secundárias e universidades regressam ao ensino à distância.

A Áustria registou na sexta-feira 5.267 novos casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, quase 1.200 mais que no dia anterior e a primeira vez, desde o início da pandemia, que o país ultrapassa as 5.000 infeções em 24 horas.

Relativamente poupado na primeira vaga da pandemia, o país de 8,8 milhões de habitantes regista atualmente 301,1 casos de infeção por 100.000 habitantes, quase o triplo da vizinha Alemanha (110,9), e uma taxa de hospitalizações muito elevada.


Covid-19. Europa diz-se unida para combater "segunda vaga brutal"
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, enfatizou que “os números [de infetados] estão a aumentar em todo o lado na Europa”, o que está a deixar os hospitais e profissionais da saúde de todos os Estados-membros “outra vez sob pressão”.

“Se não agirmos agora, a capacidade de cuidados intensivos vai atingir a saturação”, advertiu o chanceler.

As empresas afetadas pelas novas medidas vão ser compensadas com o equivalente a 80% dos seus rendimentos em novembro de 2019, mas estão impedidas de despedir trabalhadores.

Desde o início da pandemia na Áustria, em março, um total de 106.000 pessoas foram infetadas, 1.097 das quais morreram.

Victoria Jones/PA Wire/dpa

 Reino Unido ultrapassa milhão de casos

O Reino Unido ultrapassou o milhão de casos de covid-19, anunciou hoje o Governo, pouco antes de uma comunicação ao país do primeiro-ministro, Boris Johnson, que deverá anunciar novas medidas de combate à pandemia.

São já 1.1011.660 as pessoas que foram contaminadas com o novo coronavírus desde o início da pandemia no Reino Unido, depois de terem sido registados 21.915 novos casos nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde britânico.

O número total de óbitos com covid-19 é agora de 46.555 (326 nas últimas 24 horas), fazendo do Reino Unido o país mais enlutado da Europa, por causa da pandemia.

Boris Johnson falará ainda hoje sobre a evolução da pandemia no Reino Unido, admitindo-se que possa anunciar um novo confinamento geral, entre as opções que estão a ser ponderadas pelo seu Governo.

O primeiro-ministro falará ao final da tarde, numa conferência de imprensa em Downing Street, ao lado dos seus consultores científicos e médicos, após discutir a situação por videoconferência com os seus ministros.


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O executivo comunitário vai mobilizar 220 milhões de euros para transferência de pacientes com covid-19 para outros países da UE, visando evitar a rutura nos sistemas de saúde nacionais, nomeadamente nos cuidados intensivos.

Regresso ao confinamento

De acordo com os ‘media’ britânicos, Johnson está a considerar a hipótese de um confinamento parcial a partir de quarta-feira até ao primeiro dia de dezembro, para conter a escalada de novos casos de contaminação com o novo coronavírus.

Nesse cenário, as lojas de negócios não essenciais serão encerradas, mas creches, escolas e universidades continuarão abertas.

Também a área da restauração será encerrada, desferindo um novo golpe para uma indústria já fortemente afetada pela pandemia.

De acordo com os ‘media’ britânicos, a estratégia do Governo é endurecer as medidas nas próximas semanas, para permitir que as famílias se reúnam no Natal.

O número de novos casos registados esta semana na Europa foi 41% superior ao da semana anterior, segundo contas da agência France-Press com base nos dados divulgados oficialmente.

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