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Covid-19. Trump assina decreto que suspende imigração durante 60 dias
Mundo 2 min. 23.04.2020

Covid-19. Trump assina decreto que suspende imigração durante 60 dias

Covid-19. Trump assina decreto que suspende imigração durante 60 dias

Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.04.2020

Covid-19. Trump assina decreto que suspende imigração durante 60 dias

Lusa
Lusa
Cerca de 22 milhões de norte-americanos ficaram sem emprego devido às consequências económicas da pandemia da doença provocada pelo SARS-CoV-2.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, assinou na quarta-feira o decreto que suspende temporariamente a imigração para o país, medida que visa proteger os postos de trabalho, na sequência da crise económica causada pela pandemia.

"Com a finalidade de proteger os nossos maravilhosos trabalhadores, acabei de assinar um decreto, suspendendo temporariamente a imigração para os Estados Unidos", afirmou o chefe de Estado norte-americano, durante a conferência de imprensa diária, na Casa Branca, em Washington, citado pela agência France-Presse.

Esta suspensão dos vistos de residência permanente vai vigorar durante 60 dias, mas não se aplica a cidadãos estrangeiros que procurem vistos para trabalho temporário no país. Cerca de 22 milhões de norte-americanos ficaram sem emprego devido às consequências económicas da pandemia da doença provocada pelo SARS-CoV-2.


Covid-19. Novo coronavírus já circulava nos EUA no início de fevereiro
Sara Cody, diretora médica do condado de Santa Clara, na Califórnia, disse que as mortes detetadas na sua zona, no início e meio de fevereiro revelam “provavelmente a ponta de um icebergue de dimensão desconhecida”.

De acordo com dados oficiais, os Estados Unidos concederam o estatuto de residente permanente a cerca de 577 mil pessoas em 2019, enquanto o número de vistos temporários se elevou a 462 mil, numa descida em relação aos 617 mil registados em 2016.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Os Estados Unidos são o país com mais mortos (45.950) e mais casos de infeção confirmados (mais de 835 mil).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

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