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Covid-19. Só a vacinação "não é suficiente" para travar a pandemia
Mundo 2 min. 11.04.2021

Covid-19. Só a vacinação "não é suficiente" para travar a pandemia

Covid-19. Só a vacinação "não é suficiente" para travar a pandemia

AFP
Mundo 2 min. 11.04.2021

Covid-19. Só a vacinação "não é suficiente" para travar a pandemia

AFP
AFP
A resistência de novas variantes às vacinas, e outros problemas com as vacinas podem colocar em causa esta estratégia, alerta especialista francês. A aposta tem de ser "na circulação mínima do vírus".

A campanha de vacinação por si só não será suficiente para travar a epidemia de Covid-19, devido ao risco de variantes resistentes e às deficiências desta campanha campanha, alertou  Antoine Flahault, epidemiologista francês ao semanário francês Journal du dimanche.  

 "Apostar tudo na vacina" para sair da crise "é arriscado", vinca este diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra, Suíça.

O especialista justifica: "Se novas variantes surgirem e comprometerem a eficácia das vacinas; se a entrega não for feita ao ritmo desejado; se os problemas encontrados pela vacina AstraZeneca se repetirem com outras vacinas e puserem em causa o apoio da população", a aposta na vacinação está comprometida.

Antoine Flahault, diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra, Suíça.
Antoine Flahault, diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra, Suíça.
Foto DR

Limitar a circulação do vírus

Para Antoine Flahault vencer a guerra contra a pandemia passa pela "circulação mínima do vírus", e os países têm de adotar estratégias nesse sentido, a par com as campanhas de vacinação.

O especialista aponta os bons resultados obtidos nos países que adotaram medidas para travar a circulação do SARS-CoV-2. Há um "desempenho excecional" dos países mais rigorosos em termos de contenção, testes e rastreio, tais como a Finlândia e a Noruega na Europa, declarou.

 "Precisamos de passar de 'viver com' para uma estratégia de supressão de vírus", defende Flahault (na foto em cima). E dá como exemplo o caso de França: O maior risco, com a estratégia atual, é regressar ao planalto que tem atormentado a vida dos franceses desde Dezembro, acima de 10.000 a 15.000 casos por dia".

Encerramento prolongado das escolas

 Este especialista é a favor de um encerramento prolongado das escolas, em França. "Se o número de casos diminuir em França, teremos de manter o esforço para além das férias de Primavera", disse ele. "Ainda não quebrámos a curva a nível nacional", frisou Flahault, para quem o objetivo deveria ser baixar a taxa de reprodução do vírus para 0,7. 


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"Em três semanas a este ritmo, passaríamos de 40.000 para 5.000 novos casos diariamente. A epidemia regressaria quase completamente ao normal", estimou.

  "A situação permanece contrastada no território. Em Hauts-de-France e Ile-de-France, parece que estamos a passar um pico, com uma taxa de reprodução do vírus, o R, próxima de 1. Mas já vimos no passado que pode haver um planalto, mas depois a circulação volta a subir...", acrescentou o epidemiologista. 

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