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Covid-19. Reino Unido deteta outra nova variante ainda mais "preocupante"
Mundo 8 3 min. 03.02.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Reino Unido deteta outra nova variante ainda mais "preocupante"

Covid-19. Reino Unido deteta outra nova variante ainda mais "preocupante"

Mundo 8 3 min. 03.02.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Reino Unido deteta outra nova variante ainda mais "preocupante"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Foram descobertos 43 casos de uma nova estirpe da variante inglesa que possui alterações genéticas idênticas às variantes sul-africanas e brasileira contra as quais as vacinas e tratamentos são pouco eficazes. Pfizer e Moderna já estudam 3ª dose para a vacina.

A variante britânica da SARS-CoV-2 mais contagiosa do que o vírus original foi a responsável pelo recente fecho das fronteiras na Europa e reforço de medidas restritivas, dada a velocidade com que esta nova estirpe se transmite e a sua maior capacidade de contágio, entre 40% a 70% superior ao vírus original.

Mas a esta variante britânica denominada por B.1.1.7 não bastou colocar o mundo de sobreaviso contra os seus perigos de contágio. Decidiu reforçar os seus poderes e tornar-se ainda mais perigosa para continuar a propagar-se pelo mundo.

De acordo com os cientistas esta variante britânica, também denominada variante de Kent (onde foi descoberta) já sofreu uma alteração genética que faz com que escape aos anticorpos gerados pela infeção das variantes até agora existentes e pelas vacinas anti-covid atuais.


Covid-19. Variante inglesa pode disparar aumento de infeções no Luxemburgo
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Esta estirpe britânica criou outra nova estirpe que possui uma alteração genética idêntica à das variantes sul-africana e brasileira. Trata-se da mutação E484K que altera a proteína ‘Spike’ que reveste a superfície do vírus, a mesma mutação que possuem as variantes sul-africana e brasileira.

Até agora estas duas novas variantes  são as que mais preocupam os cientistas precisamente por causa da mutação E484K que poderá tornar as vacinas anti-covid pouco eficazes a quem é infetado com estas variantes, ou causar reinfeções. Isto para além de serem igualmente mais contagiosas.

Reino Unido alarmado

Esta mutação E484K “é a mais preocupante” e ocorreu de “forma espontânea na nova variante de Kent em algumas partes” do Reino Unido, alertou à BBC o investigador Calum Semple, um dos conselheiros científicos para emergências deste país.

Esta nova variante da variante inglesa do novo coronavírus foi detetada em 11 pessoas infetadas em Bristol e noutras 32 pessoas residentes em Liverpool, anunciou Matt Hancock, o secretário de Estado da saúde britânico na terça-feira, dia 2 de fevereiro.

Razão pela qual o Reino Unido vai intensificar a realização de testes de rastreio ao domicílio nestas regiões, explicou Matt Hancock pedindo também aos habitantes para só saírem de casa se for “estritamente necessário”. O Reino Unido está em confinamento e a acelerar o processo de vacinação, sendo dos países que mais vacina, e agora adotou também os testes Doorstep à covid, que traduzido para português significa testes de porta em porta, ou seja, ao domicílio.


Variante britânica detetada no Liceu Lënster
Foram detetados quatro casos positivos de covid-19 na Escola Internacional Liceu Lënster, sendo um da variante britânica.

O aparecimento de tantas novas variantes do SARS-CoV-2 original, sobretudo originando novas estirpes mais preocupantes significa que o vírus original SARS-CoV-2 “está com um elevado nível de replicação” como explicou o virologista britânico Jonathan Stoye do Instituto Francis Crick.

“Nestas condições mesmo os controlos fronteiriços mais restritos podem atrasar a propagação [do vírus] mas não conseguem impedir a aparição de novas variantes”, alertou este virologista.

Vacinas Pfizer e Moderna vão ter 3ª dose

Os estudos realizados até agora mostram que as vacinas e os tratamentos com anticorpos monoclonais administrados nos doentes mais graves internados são menos eficazes contra as variantes com a mutação E484K, enquanto na primeira variante inglesa eles funcionam.


OMS Europa recomenda reforço de medidas face a nova variante
A Organização Mundial de Saúde apelou esta quinta-feira aos países europeus para reforçarem medidas de controlo de contágio pelo novo coronavírus face à “situação alarmante” provocada pela nova variante descoberta no Reino Unido.

Aliás as vacinas anti-covid da Pfizer e da Moderna, as que atualmente são administradas no Luxemburgo e na Europa mostraram ser eficazes na variante britânica.

Contudo, estes dois grupos farmacêuticos estão já a estudar acrescentar uma terceira dose nas suas vacinas (atualmente são necessárias duas doses), um reforço para ser eficaz contra as variantes com a mutação E484K.


Portugal já terá 20 mil casos da variante inglesa
Segundo o estudo feito para o Instituto Ricardo Jorge, a variante já é "responsável por cerca de 20% das novas infeções em Lisboa e Vale do Tejo" e "dentro de três semanas vai afetar 60% do total de infetados".

“Cada vez que surge uma nova variante temos de testar a eficácia da nossa vacina” nessa nova estirpe, declarou ao Bloomberg Albert Bourla, direitor executivo da Pfizer. E acrescentou: “Se descobrirmos que a nossa vacina não é muito eficaz temos rapidamente de produzir uma dose de reforço que seja uma ligeira variação da vacina atual”.

Também o grupo farmacêutico norte-americano da Moderna tenciona tomar a mesma medida em relação à sua vacina. A empresa já garantiu que a sua vacina é eficaz contra a primeira variante inglesa e também contra a variante sul-africana embora com menos sucesso. Por isso na segunda-feira anunciou que estuda também um reforço, uma terceira dose na sua vacina anti-covid que seja eficaz contra a variante sul-africana.

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