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Covid-19 recua na Moselle
Mundo 2 min. 03.03.2021

Covid-19 recua na Moselle

Covid-19 recua na Moselle

Foto: Oliver Dietze/dpa
Mundo 2 min. 03.03.2021

Covid-19 recua na Moselle

A taxa de incidência do novo coronavírus recuou dos 315 novos casos por cem mil habitantes para os 284. "Um declínio lento mas constante", como sublinham as autoridades do departamento francês.

Nas vésperas do conselho da defesa sanitária francês que deverá decidir sobre a já anunciada aplicação de restrições aos 20 departamentos que desde sexta-feira estão em "vigilância reforçada", o prefeito Laurent Touvet acentuou o "declínio lento, mas constante" que permitiu ao departamento da Moselle melhorar a incidência da covid-19. Dos 315 casos por cem mil habitantes, as autoridades passaram a reportar 284 no espaço de uma semana. 

A recuperar da deterioração que tem marcado as discussões sobre a necessidade de criar um cerco sanitário à volta da região, o departamento francês que faz fronteira com o Grão-Ducado "está a melhorar", de acordo com as explicações fornecidas pelo prefeito. Ciente de que "isto é apenas o início e temos de ser muito cuidadosos na interpretação destes primeiros sinais, o responsável político prepara-se para apertar ainda mais o cerco. 

Avanços e recuos

Juntamente com as autoridades do departamento de Meurthe-et-Moselle - que também faz parte da lista vermelha de Paris -, a Moselle decidiu proibir o consumo de álcool na rua nas cidades com mais de 10 mil habitantes, como Metz, por exemplo. Em declarações ao Republican Lorrain, Laurent Touvet diz que o objetivo continua a ser o de prevenir eventuais ajuntamentos ou convívios quando estamos a três semanas de inaugurar a primavera. 

As máscaras em espaços abertos ou fechados continuam a ser obrigatórias, assim como o recolher das 18h às 6h.  De qualquer forma, na revisão das regras o executivo da Moselle decidiu autorizar as farmácias a manter as portas abertas depois do recolher obrigatório, isentando de multas e fiscalizações quem sai de casa para comprar medicamentos. 

Na fronteira com a região alemã do Sarre, apenas os fronteiriços estão isentos de apresentar um teste PCR negativo, feito com o máximo de 72 horas de antecedência. Caso não estejam em trabalho, são aconselhados a inverter a marcha não estando as fronteiras abertas a deslocações que não se provem essenciais. 

Testar, testar, testar 

Saída do grupo conjunto que inclui as autoridades dos países da Grande Região, a ideia de criar centros de despistagem nas fronteiras já arrancou. "Estamos a trabalhar para aumentar a capacidade dos testes antigénicos (ou rápidos) nas farmácias da faixa de fronteira", confirmou a Directora Geral da Agence Régionale de Santé (ARS) Grand Est, Virginie Cayré.

Desde o fim de semana passado que os primeiros centros de rastreio franco-alemão foram implantados. De acordo com a reportagem da AFP no local, os funcionários aduaneiros alemães procedam a controlos aleatórios, não parando necessariamente todos os que cruzam a fronteira. Aberto das 6h às 22h, o centro que funciona às portas de Saarbrücken não cobra pelos testes. Os resultados são comunicados através de SMS ou email. 

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