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Covid-19. Quem tem mais de 55 anos começa a ser vacinado segunda-feira em França
Mundo 3 min. 11.04.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Quem tem mais de 55 anos começa a ser vacinado segunda-feira em França

Covid-19. Quem tem mais de 55 anos começa a ser vacinado segunda-feira em França

AFP
Mundo 3 min. 11.04.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Quem tem mais de 55 anos começa a ser vacinado segunda-feira em França

AFP
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A campanha inicia-se com a vacina da AstraZeneca a que se juntará em breve a vacina da Johnson & Johnson. A França deve ultrapassar o meio milhão de mortes pela pandemia nos próximos dias.

Todos os franceses com 55 anos ou mais vão começar a ser vacinados a partir de amanhã, segunda-feira, dia 12 de abril, anunciou o ministro da Saúde francês Olivier Véran. 

Esta nova fase da campanha de vacinação em França inicia-se com AstraZeneca a que se juntará a vacina da Johnson & Johnson, em breve, estima o Governo francês. O intervalo de injeção para a 2ª dose será alargado para Pfizer-BioNTech e Moderna o que permitirá "vacinar mais depressa e sem se reduzir a eficácia", vinca o governante. 

 "A partir de amanhã, todos os franceses com mais de 55 anos poderão receber" a AstraZeneca, anunciou o Ministro da Saúde Olivier Veran ao Journal du dimanche. Também esta segunda-feira está previsto chegar a França as primeiras doses da vacina Johnson & Johnson's, que também serão incluídas na vacinação, "por coerência e eficiência, a todos aqueles com mais de 55 anos". 

AstraZeneca para maiores de 55 anos

 Desde 19 de Março, a França limitou a administração da vacina do laboratório anglo-sueco AstraZeneca aos residentes que tenham mais de 55 anos, após casos raros, mas graves de distúrbios de coagulação,terem sido observados apenas em doentes mais jovens. Mas até agora, estes candidatos tinham de ter fatores de comorbilidade para serem elegíveis para a vacinação. 

 A vacina fabricada pela Janssen-Cilag (grupo Johnson & Johnson) foi autorizada pela França desde 12 de Março. O ministro da Saúde declarou que a primeira entrega será de "200.000 doses", e chegará "uma semana antes do previsto".

Doses com intervalo de 42 dias

 "Estamos a expandir a vacinação", vincou Olivier Véran. A partir de 16 de abril todos os residentes com mais de 60 anos vão passar também a contar com as vacinas da  Pfizer e da Moderna. 


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 O ministro também anunciou o alargamento do período entre as duas doses das vacinas da Pfizer e da Moderna, elaboradas através do RNA mensageiro.

Assim, a partir de 14 de Abril, "para todas as primeiras injeções, ofereceremos um reforço aos 42 dias em vez dos 28 atuais. Isto permitir-nos-á vacinar mais rapidamente sem ver uma redução na proteção", salientou Olivier Véran. 

 Espera-se que a vacinação do grupo etário dos 55+ demore algum tempo, sendo que a procura de doses excede de longe a oferta atual. A taxa de cobertura vacinal com duas doses está próxima de 75% entre os residentes dos lares de idosos, mas atinge apenas 35% entre os 75-79 anos na cidade, 9% entre os 70-74 anos e 4% entre os 65-69 anos. 

 Os franceses deverão ficar em casa durante as duas semanas de férias escolares que começaram na sexta-feira à noite: sem viagens entre regiões e recolher obrigatório às 19 horas para todos, na esperança de travar a epidemia. Estão em vigor controlos para verificar a legitimidade das viagens. 

Perto das 500 mil mortes

O Ministério da Saúde apelou a "todos os profissionais de saúde", estudantes, reservas médicas, reformados e médicos privados para reforçar os hospitais, inscrevendo-se primeiro numa plataforma do ministério, Renfort RH Crise. 

 Atualmente, estão internados nas unidades de cuidados intensivos do país mais de 5.769 doentes. O número de mortos continua a aumentar, sábado contabilizaram-se 98.600 óbitos desde o início da epidemia. 


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Na próxima semana, a França deverá atingir a marca dos 100.000 mortes devido à covid-19, que já foi ultrapassada na Itália e no Reino Unido. Em 2021, cerca de 340 doentes de Covid-19 morreram em média todos os dias. 

Contudo, desde a semana passada, antes do encerramento das escolas, a circulação do vírus tem vindo a evoluir mas de forma mais lenta, o que pode significar  "um abrandamento" da pandemia, avançou a Santé publique France. Mesmo que venha a ser confirmado este abrandamento, os seus efeitos na situação hospitalar só serão visíveis uma a duas semanas mais tarde.

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