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Nova variante chama-se "Omicron" e é considerada "preocupante"
Mundo 6 min. 26.11.2021
Pandemia

Nova variante chama-se "Omicron" e é considerada "preocupante"

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Nova variante chama-se "Omicron" e é considerada "preocupante"

Foto: Dpa
Mundo 6 min. 26.11.2021
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Nova variante chama-se "Omicron" e é considerada "preocupante"

Lusa
Lusa
Ministro da Saúde sul-africano considera "injustificada" a reação internacional.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou esta sexta-feira como "de preocupação" a nova variante B.1.1.529 do coronavírus que causa a Covid-19, detetada pela primeira vez na África do Sul, e designou-a pelo nome Omicron.

Em comunicado, a OMS adianta que a variante foi identificada a 24 de novembro, sendo que o primeiro caso remonta a dia 9 do mesmo mês.

"Esta variante tem diversas mutações, o que é preocupante", disse o organismo, que se reuniu esta sexta-feira.

Além disso, a evidência preliminar sugere que há risco elevado de infeção com a Omicron, quando comparada com outras variantes. Na verdade, os casos da Omicron estão a aumentar em todas as províncias africanas, segundo dados da OMS.

A entidade refere também que estão a ser realizados estudos sobre esta nova estirpe, anteriormente identificada como B.1.1.529, que continuará em permanente avaliação.

A OMS inclui ainda uma série de medidas de prevenção para os países, entre as quais o aumento da vigilância e sequenciação do vírus para que se compreenda melhor as suas variantes, e a submissão das sequências de genomas completas em bases de dados públicas, como a GISAID.

Os países devem também informar a OMS de casos e/ou surtos da variante, assim como realizar investigações no terreno que deem pistas sobre o potencial impacto da Omicron na epidemiologia da covid-19, na sua severidade, na eficácia das medidas de contenção impostas, nos métodos de diagnóstico, nas respostas do sistema imunitário, entre outros fatores de relevo.


EMA diz ser prematuro prever adaptações das vacinas à nova variante
O laboratório BioNTech revelou esta sexta-feira que esperava ter dados sobre a proteção da sua vacina contra a nova variante "dentro de quinze dias, o mais tardar".

O organismo apela ainda a que os cidadãos tomem precauções para reduzir o risco de infeção, como o uso de máscara, a lavagem das mãos, o distanciamento social, a ventilação de espaços fechados e a vacinação.

Os cientistas sabem que a nova variante do SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, é geneticamente diferente das outras, incluindo a Delta, a mais contagiosa e dominante de todas as estirpes do coronavírus em circulação no mundo.

No entanto, ainda não é conhecido se as alterações genéticas que a variante apresenta a tornam mais transmissível ou perigosa, a ponto de escapar à proteção conferida pelas vacinas contra a Covid-19.

Hoje, os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) concordaram aplicar restrições às viagens de sete países da África Austral, nomeadamente Botswana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbabué, incluindo, ainda, Moçambique. Contudo, o bloco reforça que a decisão recai sobre cada país, num momento em que a Bélgica se tornou o primeiro país europeu a anunciar a deteção de um caso da nova variante.

A partir deste sábado, o Reino Unido adiciona seis países africanos à 'lista vermelha' da covid-19, proibindo temporariamente os seus voos, devido ao risco associado à nova variante - são eles a África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botswana, Eswatini e Zimbábue.


Ministro da Saúde sul-africano considera "injustificada" reação internacional

O ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, considerou hoje que a reação internacional de restrições a viajantes da África Austral, na sequência da deteção de uma nova variante do coronavírus (B.1.1.529), é "injustificada", "contraproducente" e "draconiana".

"E estou a referir-me aqui especificamente à reação dos países da Europa, do Reino Unido e de vários outros países", declarou, referindo-se a nações que já anunciaram restrições.

À medida que o dia avançava, países como o Reino Unido, França, Marrocos ou Filipinas, anunciaram que estavam a suspender os voos da África do Sul, seguindo o exemplo da Grã-Bretanha. Entretanto também a União Europeia decidiu suspender temporariamente os voos de sete países da África Austral, incluindo a África do Sul.


Estes países anunciaram novas restrições para conter a variante do Botswana
À medida que vão surgindo confirmações de mais casos da nova variante, os governos apertam as medidas restritivas para viagens oriundas da África Austral. Esta pode ser uma reviravolta no combate ao vírus.

Os cientistas anunciaram esta quinta-feira que tinham detetado uma nova variante de covid-19 no país da África Austral com base em amostras recolhidas em meados de novembro, que é potencialmente mais contagiosa e tem múltiplas mutações.

Na altura do anúncio, já tinham sido identificados casos no Botsuana e em Hong Kong, mas hoje foram acrescentados casos em Israel e na Bélgica.???????

A eficácia das vacinas contra esta mutação está a ser estudada.

A União Europeia recomendou a suspensão de todos os voos de e para a África Austral e outros países afetados pelo surto da nova variante B.1.1.529.

"Sentimos que esta é a abordagem errada, na direção errada, e que vai contra as normas aconselhadas pela OMS [Organização Mundial de Saúde]. Sentimos que os líderes de alguns países estão a encontrar bodes expiatórios para lidar com o que é um problema global", disse o ministro da Saúde, referindo-se a "reações de pânico irrefletidas".

Segundo um dos principais especialistas da África do Sul em vigilância genómica, Tulio de Oliveira,?tais medidas "draconianas", que afetam o setor do turismo em particular, poderiam encorajar os países a não relatar a descoberta de futuras variantes, de modo a não serem sancionadas.

O ministro argumentou que uma vez que a investigação se encontra numa fase muito preliminar porque a deteção foi anunciada no início desta semana, não há provas científicas concretas de que a nova variante seja mais grave ou transmissível (embora haja indícios de que possa ser mais contagiosa devido ao aumento de casos na África do Sul nos últimos dias).

"Não há qualquer indicação ou sugestão neste momento de que doenças graves com esta variante em particular não serão prevenidas por vacinas", acrescentou.

O ministro chamou à vaga de proibições de viagens e restrições internacionais uma resposta "ajoelhada" e "draconiana" e disse que era "irónico" que a África do Sul, onde o número de novas infeções na quinta-feira era de 2.465, estivesse a ser restringida por países que estavam a relatar 40.000 ou mesmo 50.000 casos por dia.

"Temos de trabalhar juntos em vez de nos castigarmos uns aos outros", comunicou.

Phaala observou que não é "impossível" que a variante seja de facto originária de algum outro país que enfrenta a pandemia de uma forma "mais liberal" a nível interno e recordou que o caso desta variante detetada na Bélgica, por uma mulher que tinha viajado para o Egito via Turquia, não tem ligações conhecidas com a África Austral.

A nova variante - de que há ainda muito poucos casos confirmados no total - caracteriza-se por um número invulgar de mutações (pouco mais de 30), cujo impacto ainda tem de ser estudado.

Os Estados-membros da União Europeia (UE) decidiram hoje suspender temporariamente voos de sete países da África Austral - Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbabué - devido à identificação de uma variante do coronavírus, causador da covid-19, na África do Sul, altamente mutante.

A África do Sul é oficialmente o país africano mais afetado pela pandemia e está a sofrer um aumento exponencial de infeções.

O país tem mais de 2,9 milhões de casos e cerca de 89.800 mortes.



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