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Covid-19. Ministro da Saúde do Brasil conquista mais do dobro da aprovação de Bolsonaro
Mundo 3 min. 04.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Ministro da Saúde do Brasil conquista mais do dobro da aprovação de Bolsonaro

Covid-19. Ministro da Saúde do Brasil conquista mais do dobro da aprovação de Bolsonaro

AFP
Mundo 3 min. 04.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Ministro da Saúde do Brasil conquista mais do dobro da aprovação de Bolsonaro

OBrasil já registou 359 mortos e 9.056 infetados pelo novo coronavírus

Segundo uma sondagem divulgada esta sexta-feira, a popularidade do ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, subiu para 76% no tratamento da crise do coronavírus, mais que o dobro do índice de aprovação do presidente Jair Bolsonaro.

 "Mandetta insistiu em reforçar o isolamento social para retardar a propagação do vírus altamente contagioso que matou 300 pessoas no Brasil em duas semanas, contradizendo o presidente e levantando o receio de que Bolsonaro possa demiti-lo" notou a agência Reuters. 

De acordo com o instituto de pesquisas Datafolha, 33% dos entrevistados aprovam a resposta de Bolsonaro à crise de saúde pública, abaixo dos 35% do mês passado. Bolsonaro provocou o choque global na área da saúde ao minimizar persistentemente a gravidade da pandemia, chamando a covid- 19 de "uma gripezinha" exagerada pelos seus rivais e pela comunicação social. 

A sua postura o isolou politicamente o Brasil e Bolsonaro não mudou de ideias mesmo depois do seu ídolo político, Donald Trump, ter recuado com o seu próprio cepticismo sobre o surto. 

Uma pesquisa anterior divulgada na sexta-feira pela XP Investimentos e citada pela Reuters, mostrou que os brasileiros são "esmagadoramente a favor de medidas de distanciamento social tomadas pelos governadores de estado e defendidas pelo ministro da saúde para combater a epidemia". O índice de aprovação do governo caiu para 28%, o mais baixo desde que Bolsonaro tomou posse no ano passado, enquanto seu índice negativo de "mau e terrível" subiu para 42% das pessoas inquiridas na pesquisa Ipespe/XP Investimentos. 

 A aprovação dos governadores que tomaram medidas para fechar negócios e eventos públicos e fazer com que as pessoas ficassem em casa aumentou, no mês passado, de 26% para 44%, enquanto 69% disse que Mandetta está a fazer um bom trabalho. Bolsonaro disse, na sexta-feira, que a sociedade brasileira não poderá suportar dois ou três meses de paralisações econômicas para combater o coronavírus, denunciando as medidas de isolamento social aplicadas por estados e municípios de todo o país. 

Apesar de Bolsonaro ter chamado os governadores dos diferentes estados de "assassinos de empregos" devido ao aumento do desemprego que a paralisação econômica trouxe, a pesquisa Ipespe, encomendada pela XP Investimentos, confirmou que a maioria dos brasileiros - 59% - está de acordo com eles.

 O Datafolha sondou 1.511 pessoas pelo telefone entre o dia 1 e 3 de abril. Segundo a agência Reuters, a sondagem tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais de qualquer maneira. O Ipespe entrevistou 1.000 pessoas de 30 de março a 1 de abril, com uma margem de erro de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. 

Esta sexta-feira, o presidente da câmara baixa do Congresso brasileiro, Rodrigo Maia, disse hoje que a falta de compreensão do Governo sobre os riscos do novo coronavírus atrasou o planeamento do Ministério da Saúde para combater a pandemia.

Segundo a agência Lusa, o Brasil tem 359 mortos e 9.056 infetados pelo novo coronavírus, tendo o país sul-americano registado um aumento de 60 óbitos e 1.146 casos confirmados nas últimas 24 horas, informou na sexta-feira o Governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a taxa de letalidade da covid-19 no Brasil subiu hoje para 4%, tendo sido batido o recorde de mortes (60) num único dia, desde o início da pandemia no país.

São Paulo continua a ser a unidade federativa do Brasil com maior número de casos confirmados, registando 219 vítimas mortais e 4.048 pessoas infetadas. Contudo, a maior incidência de casos está no Distrito Federal, que se destaca com 13,2 casos por cada 100 mil habitantes.

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