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Covid-19. Londres angaria 1,4 mil milhões de euros para vacinar 92 países pobres
Mundo 2 min. 10.01.2021

Covid-19. Londres angaria 1,4 mil milhões de euros para vacinar 92 países pobres

Covid-19. Londres angaria 1,4 mil milhões de euros para vacinar 92 países pobres

AFP
Mundo 2 min. 10.01.2021

Covid-19. Londres angaria 1,4 mil milhões de euros para vacinar 92 países pobres

Lusa
Lusa
Mil milhões de doses de vacinas vão ser disponibilizadas às populações carentes graças à angariação de fundos pelo Reino Unido junto dos seus aliados.

O Reino Unido angariou, com aliados, cerca de 1.400 milhões de euros para ajudar 92 países em desenvolvimento a ter acesso a vacinas contra a covid-19, anunciou hoje o Governo britânico.

Londres terá conseguido junto de vários países aliados - particularmente Canadá, Alemanha e Japão - cerca de 800 milhões de euros, a que se somam cerca de 600 milhões de euros dos cofres britânicos, para um projeto que promete “distribuir este ano mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em 92 países em desenvolvimento”, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido.

Uma solução global

“Só estaremos protegidos desse vírus quando estivermos todos seguros - é por isso que estamos a concentrar-nos numa solução global para um problema global”, disse o chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, durante uma visita virtual do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Reino Unido, no âmbito da comemoração dos 75 anos da primeira Assembleia Geral da organização, realizada em Londres.

“É natural que, por ocasião do 75º aniversário das Nações Unidas, o Reino Unido tenha tomado a iniciativa, com os seus aliados, de disponibilizar mil milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus aos países em desenvolvimento”, explicou Raab.

Como na II Guerra Mundial

No discurso na conferência virtual da comemoração da primeira Assembleia Geral da ONU, António Guterres disse que o mundo se encontra “numa época semelhante a 1945”, referindo-se à Segunda Guerra Mundial, embora desta vez o inimigo seja um “vírus microscópico”.

“A pandemia revelou as profundas fragilidades do nosso mundo”, acrescentou Guterres, dizendo que a pandemia é uma tragédia humana, mas também trouxe a oportunidade de aumentar a cooperação global em muitos assuntos.

“Os últimos meses mostraram que grandes transformações são possíveis, quando há vontade política e consenso sobre o caminho a seguir”, concluiu o secretário-geral da ONU.


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Na segunda-feira, Guterres reúne-se por videoconferência com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e com membros do seu Governo, assim como com Justin Welby, arcebispo de Canterbury e primaz da igreja anglicana.

Ainda nesse dia, o secretário-geral da ONU participará numa mesa redonda sobre energia limpa com o chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, e com Alok Sharma, presidente da cimeira do clima da ONU, que o Reino Unido organizará em novembro próximo, na cidade escocesa de Glasgow.

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