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Covid-19. Lei de Israel permite às autoridades identificar os não vacinados
Mundo 2 min. 24.02.2021

Covid-19. Lei de Israel permite às autoridades identificar os não vacinados

Covid-19. Lei de Israel permite às autoridades identificar os não vacinados

AFP
Mundo 2 min. 24.02.2021

Covid-19. Lei de Israel permite às autoridades identificar os não vacinados

Lusa
Lusa
Neste país, só tem acesso às atividades desportivas, como ginásios ou piscinas, e culturais como cinema e museus quem já está vacinado e apresentar o 'passaporte verde'.

O Parlamento israelita autorizou hoje o Ministério da Saúde a comunicar às autoridades do país as identidades de pessoas não vacinadas contra a covid-19, levantando preocupações sobre a privacidade dos cidadãos que recusam a vacina.

Uma lei aprovada com 30 votos a favor e 13 contra dá às autoridades locais, ao diretor-geral do Ministério da Educação e a alguns membros do Ministério dos Assuntos Sociais a possibilidade de obter os nomes, endereços e números de telefone de pessoas não vacinadas.


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O propósito deste texto, válido por três meses ou até que a pandemia seja declarada terminada, é “permitir que essas organizações encorajem as pessoas a serem vacinadas falando com elas pessoalmente”, de acordo com um comunicado do Parlamento.

Israel administrou as duas doses da vacina Pfizer-BioNTech a três milhões de pessoas, cerca de um terço da população estimada de nove milhões de habitantes.

O Estado hebraico reabriu centros comerciais e lojas de rua para toda a população no domingo, como parte do seu terceiro desconfinamento desde o início da pandemia de covid-19.

Enquanto alguns locais estão abertos a todos, outros como as atividades desportivas e culturais só são acessíveis apenas a pessoas com o “passaporte verde” (cujo casal mostra na foto), significando que receberam a segunda dose da vacina há pelo menos uma semana ou que se recuperaram da doença.

Discriminação social

Mas esse precioso símbolo é criticado por uma parte da população que o vê como uma forma de discriminação contra os não vacinados.

Durante o debate parlamentar de hoje, o líder do Partido Trabalhista, Merav Michaeli, acusou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de “negar aos cidadãos o direito à confidencialidade sobre as suas informações médicas”.


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A questão vai ser debatida quinta-feira pelos líderes europeus e depende de decisões políticas e científicas. Mas ainda não se sabe se um vacinado pode ou não transmitir covid-19.

Segundo o Parlamento, os dados pessoais não podem ser utilizados para outros fins que não o de encorajar as pessoas a serem vacinadas.

O deputado Haim Katz, do partido de direita Likud, do primeiro-ministro, defendeu a lei como uma forma de promover a vacinação.

Hoje à noite (hora local) Netanyahu pediu aos cidadãos israelitas que fossem vacinados para “poderem voltar à vida normal”, acrescentando que a meta do país é ter 6,2 milhões de pessoas imunizadas até abril.

“Mais de um milhão de adultos ainda não foram vacinados… No mundo, as pessoas estão à espera de vacinas, aqui as vacinas estão à espera de pessoas”, lamentou Netanyahu, em conferência de imprensa.

Desde o início da pandemia, mais de 760.000 casos de covid-19 foram oficialmente registados em Israel, incluindo mais de 5.600 mortes.

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