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Covid-19: Itália regista mais um triste recorde com 793 mortos em 24 horas
Mundo 4 2 min. 21.03.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19: Itália regista mais um triste recorde com 793 mortos em 24 horas

Covid-19: Itália regista mais um triste recorde com 793 mortos em 24 horas

AFP
Mundo 4 2 min. 21.03.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19: Itália regista mais um triste recorde com 793 mortos em 24 horas

Lusa
Lusa
A situação na Lombardia é "trágica", "vemos morrer homens e mulheres (...) sem sequer nos podermos despedir, diz o prefeito de Bergamo.

A Itália registou hoje mais 793 mortos por covid-19, um número recorde em 24 horas, subindo para 4.825 o número de óbitos registados num mês pelo novo coronavírus, indicam dados da proteção civil italiana.

As autoridades italianas anunciaram mais 6.557 casos positivos pelo novo coronavírus, o que representa mais um número recorde de infetados.

A região de Milão, na Lombardia, situada no norte do país, onde os serviços de saúde já estão sobrecarregados, registou a maioria das mortes, 546 das 793 contabilizados e a maioria dos novos casos de contágio.


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O país mais afetado do mundo

A Itália, onde a pandemia fez sua primeira morte há um mês, é o país mais afetado do mundo pela covid-19.

As autoridades a Lombardia pediram, entretanto, ao primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que tomasse "medidas mais coercivas" e que imponha "novas e mais severas restrições".

"Chegou a hora de parar, mas de parar mesmo", escreveu o prefeito de Bergamo, Giorgio Gori, e o presidente da província, Gianfranco Gafforelli, numa carta enviada ao primeiro-ministro.

Situação trágica na Lombardia

"A situação em toda a região da Lombardia é trágica e isso ainda é mais evidente na província de Bergamo, onde vemos morrer homens e mulheres (...) sem sequer nos podermos despedir”, escreveram.

Para os subscritores da carta, com os dados que hoje se conhecem é impossível continuar só a pedir bom senso aos cidadãos para que respeitem as regras, que estão sujeitas às mais diversas interpretações.


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"Os movimentos no território ainda são muito numerosos e muitos constituem um vetor de propagação do vírus", acrescentam.

"É preciso todos ficarem em casa"

Esta opinião é partilhada pelo vice-presidente da Cruz Vermelha Chinesa, Sun Shuopeng, que na quinta-feira se deslocou a Itália para ajudar os profissionais de saúde a controlarem a pandemia e considerou que as medidas tomadas pelas autoridades “não eram suficientemente restritivas".

"É preciso interromper toda a atividade económica. É preciso todos ficarem em casa”, afirmou.

Segundo o ministério da Saúde italiano, até hoje morreram 4.825 pessoas por covid-19, foram contabilizadas 42.681 pessoas que deram positivo por coronavírus, das quais 17.708 estão hospitalizados com sintomas, 2.857 em terapia intensiva e 22.116 em isolamento domiciliários.


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Há também a registar 6.062 casos de pessoas que estão curadas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais pelo menos 12.000 morreram.

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