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Covid-19. Interpol teme aumento "dramático" de crimes relacionados com vacinas
Mundo 21.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Interpol teme aumento "dramático" de crimes relacionados com vacinas

Covid-19. Interpol teme aumento "dramático" de crimes relacionados com vacinas

Foto: AFP
Mundo 21.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Interpol teme aumento "dramático" de crimes relacionados com vacinas

Lusa
Lusa
As autoridades temem também eventuais operações de sabotagem dos grupos "anti-vacinas".

O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, alertou hoje para o perigo de um aumento "dramático" da criminalidade durante a distribuição das vacinas contra a covid-19, que já começou em alguns países.

“Com a entrega das vacinas, o crime aumentará dramaticamente”, disse o responsável da polícia internacional, numa entrevista à revista alemã Wirtschaftswoche.

“Vamos assistir a furtos, arrombamentos de entrepostos e ataques durante o transporte de vacinas”, acrescentou, no dia em que as autoridades sanitárias europeias devem proferir a sua decisão sobre a autorização para o mercado de uma primeira vacina.


Variante detetada no Reino Unido “não é provável que afete eficácia da vacina”
A nova variante do coronavírus responsável pela covid-19 detetada no sudeste do Reino Unido mesmo sendo mais facilmente transmissível não deverá diminuir a eficácia da vacina, disse hoje à Lusa Constantino Sakellarides, especialista em saúde pública.

Stock também espera um ressurgimento da corrupção "para obter o precioso remédio mais rapidamente".

A primeira vacina, desenvolvida pelo laboratório alemão BioNTech associado à gigante norte-americana Pfizer, já recebeu luz verde de 16 países.

Se a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) emitir uma autorização de comercialização para esta vacina, a vacinação poderá começar no domingo na União Europeia (UE).

Na Alemanha, a polícia federal é responsável por entregar as doses das vacinas que serão armazenadas em locais secretos.

As autoridades temem também eventuais operações de sabotagem dos grupos "anti-vacinas".

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.685.785 mortos resultantes de mais de 76,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 6.134 pessoas dos 374.121 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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